Novo tipo de peixe encontrado é ameaça a outras espécies no ES

Segundo biólogos, o tucunaré-tigre, encontrado no rio, é natural da América Central e se alimenta de outras espécies de peixes.

Nota do editor: o peixe citado na matéria é conhecido popularmente entre os aquaristas como Ciclídeo Jaguar (Parachromis managuensis)

Um novo tipo de peixe encontrado no rio Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, é uma ameaça a outras espécies da região. Segundo biólogos, o tucunaré-tigre é natural da América Central e se alimenta de outras espécies de peixes. Ainda não foi descoberto como o animal chegou às águas capixabas.

Foto: Reprodução/ TV Gazeta

“É um peixe que preda muito, ele cresce muito rápido, se reproduz muito rápido, diferente das espécies do rio, que têm uma reprodução um pouco mais lenta. É um peixe da mesma família do acará, da tilápia. Então, ele compete por espaço com esses peixes, por alimento também”, falou o biólogo Junior Altair Ringuier.

O biólogo fez estudos recentes, mas não sabe indicar com certeza o que levou a espécie ao rio Itapemirim.

“Há uns dois anos, eu fiz um trabalho para uma empresa de Cachoeiro das espécies do rio Itapemirim e não encontrei. Eu imagino que esse peixe tenha caído no rio nessa última grande enchente que aconteceu, em que deve ter estourado barragens particulares e acabou indo para o rio Itapemirim”, explicou.

O rio Itapemirim nasce no Caparaó, percorre 200 km até chegar a Cachoeiro de Itapemirim. Ele passa por 18 cidades, sendo 17 capixabas e uma mineira. O rio abriga espécies nativas, mas o novo peixe é uma ameaça.

“Ela é uma espécie que veio de outra região do mundo, da América Central. Então, vai concorrer com as espécies nativas do rio. Além disso, ela vai depredar as espécies que aqui existem. Então, é uma preocupação muito grande, porque o rio já tem 15 espécies invasoras. Essa aqui é mais uma. Além de ser mais uma, é uma espécie que se alimenta de outras espécies. Esse é o grande risco”, falou a diretora da Associação Amigos da Bacia do Rio Itapemirim Dalva Ringuier.

Apesar de ser bom para comer, porque tem pouca espinha, a criação do peixe é proibida no Brasil. Como predador natural, ele é altamente agressivo, com dentes muito afiados. Por isso, a chegada dele ao rio Itapemirim pode gerar um grande desequilíbrio.

“Agora, é conviver com ele e, apesar de ser uma espécie invasora, tem uma carne boa para ser consumida. Então, o pessoal tem que aproveitar e capturar o máximo que conseguir para se alimentar”, disse o biólogo

Fonte: G1 Espírito Santo

Sobre Edson Rechi 684 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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