Tetra Olho de Fogo (Moenkhausia sanctaefilomenae)

 

Moenkhausia-sanctaefilomenae-olho-fogo

Moenkhausia sanctaefilomenae  (Steindachner, 1907)

Nome Popular: Tetra Olho de Fogo, Pequira — Inglês: Redeye tetra

Família: Characidae (Caracídeos)

Distribuição: América do Sul; bacias do São Francisco, Paraná, Paraguai e Uruguai

Tamanho Adulto: 7 cm

Expectativa de Vida: 5 anos +

Temperamento: Pacífico

Aquário Mínimo: 80 cm X 30 cm X 40 cm (96 L)

Temperatura: 22°C a 28°C

pH: 6.0 a 8.0 – Dureza: indiferente

Visão Geral

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Espécie amplamente distribuída nas bacias do São Francisco, Paraná, Paraguai e Uruguai, principalmente entre o alto do Paraná e Paraguai.

Encontrado principalmente em rios de águas claros que alimentam o pantanal em meio a densa vegetação aquática. Macrófitas flutuantes como Eichhornia e Salvinia ocorrem em abundância, além de espécies submersas do gênero Echinodorus.

Devido à grande variedade de condições da água entre as estações chuvosa e seca em suas águas naturais, é uma espécies altamente adaptável e inúmeros tipos de águas e alimentos. Indicado para aquaristas iniciantes devido sua rusticidade.

Espécies do gênero Moenkhausia são amplamente distribuídas nas bacias cis-andinas, com exceção da Patagônia. Sua maior diversidade se encontra nas bacias Amazônica e das Guianas (LIMA et al. , 2003).

A grande diversidade morfológica dentro de Moenkhausia tem levado à sugestão de que esse gênero provavelmente seja um grande grupo parafilético (FINK, 1974; COSTA, 1994; WEITZMAN e PALMER, 1997), por compartilhar diversas características com outros gêneros dentro de Characidae, embora também seja possível que existam grupos naturais neste gênero, segundo Benine (2004).

O gênero foi primariamente incluído na subfamília Tetragonopterinae (EIGENMANN, 1917) e agora é considerado incertae sedis em Characidae (LIMA et al. , 2003) devido a dificuldades na identificação de caracteres diagnósticos e no estabelecimento das relações filogenéticas entre as espécies do gênero com as demais desta subfamília.

Aquário & Comportamento

Preferem aquário com bastante plantas formando zonas sombrias. Mostram-se mais coloridos e ativos quando mantidos em aquário densamente plantado. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional) como decoração.

É uma espécie gregária que forma hierarquia livre, com machos rivais disputando continuamente entre eles a atenção das fêmeas e posição hierárquica dentro do cardume. São bem ativos e ariscos.

Possui fama de mordiscar as nadadeiras de peixes lentos ou de longas nadadeiras. Este comportamento fica mais evidente quando mantidos em número insuficiente ou quando o espaço é limitado.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. O macho conduzirá a fêmea liberar os ovos que serão fecundados e sua maioria irá para o fundo. Eclodem em até dois dias e larvas estarão nadando livremente em até 48 h. Pais não exibem cuidado parental.

O dimorfismo sexual é evidente em espécimes adultos, o macho apresenta corpo de forma retilínea e coloração mais intensa, enquanto fêmea possui corpo mais roliço (principalmente na região ventral) e cores mais pálidas.

Alimentação

Onívoro. Alimenta-se de minhocas, insetos, crustáceos e matéria vegetal. Em cativeiro aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Etimologia: Moenkhausia – Em homenagem ao professor William J. Moenkhaus da Universidade de Indiana, e colaborador do Museu Paulista em São Paulo. sanctaefilomenae (latim), em homenagem a Santa Filomena.

Variedade balão de Moenkhausia sanctaefilomenae
Variedade balão de Moenkhausia sanctaefilomenae

Referências

  1. Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil
  2. Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey. 208 p.
  3. O gênero Moenkhausia – Nature Planet por Ricardo Britzke
  4. Sincronia na reprodução de Moenkhausia sanctaefilomenae (Steindachner) (Characiformes: Characidae) na planície de inundação do rio Cuiabá, Pantanal Mato-grossense, Brasil – Luzia da S. Lourenço; Lúcia A. Mateus; Nadja G. Machado
  5. Variação espaço-temporal na distribuição e abundância de Moenkhausia sanctaefilomenae (Characiformes: Characidae) em lagoas da planície de inundação do rio Cuiabá, Pantanal, Brasil – Luzia da Silva Lourenço, Lucia Aparecida de Fátima Mateus, Jerry Magno Penha

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Agosto/2016

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

4 Comentário

  1. Tenho sete olho de fogo em meu aquário comunitário e eles sempre tiveram uma convivência pacífica entre eles e os das outras espécies. De um dia para cá eles começaram a brigar entre eles, começaram a atacar um, quase o mataram em poucas horas, tive que separar, e agora começaram a atacar um outro do grupo. Tenho a impressão que os dois atacados são fêmeas. Andam super agitados dentro do aquário e sempre atacando alguém do grupo nestes dois últimos dias. Este comportamento tem alguma explicação???

     

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