Dojo – Peixe Metereológico (Misgurnus fossilis)

 

Misgurnus fossilis (Linnaeus, 1758)

Nome Popular: Dojô — Inglês: Weatherfish

Ordem: Cypriniformes — Família: Cobitidae (Cobitídeos)

Distribuição: Europa e Ásia

Tamanho Adulto: 30 cm (comum: 15 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 7.0 a 8.0 — Dureza: –

Temperatura: 10°C a 22°C

Aquário Mínimo: 80 cm comprimento X 30 cm largura — substrato deverá ser arenoso e macio, pois passa a maior parte do tempo enterrado parcial ou totalmente. Plantas e raízes podem ser utilizadas formando refúgios. Certifique-se que o aquário esteja muito bem tampado, pois costumam saltar para fora do aquário com facilidade.

Comportamento & Compatibilidade: Comportamento pacífico entre si e com outras espécies sendo ideal para aquário comunitário, embora possam comer ovos ou peixes muito pequenos. Podem ser criados sozinhos, mas ficam mais desinibidos quando mantido em grupo.

Alimentação: Onívoro. Naturalmente se alimenta de vermes, pequenos crustáceos, insetos, larvas de insetos e outros pequenos organismos aquáticos. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.

Reprodução: Ovíparo. Atingem a maturidade sexual em torno de 2 a 3 anos de idade e cerca de 110 mm. A fêmea levará o macho para uma vegetação densa, por exemplo, algas filamentosas e, à medida que os ovos são liberados, o macho envolve seu corpo em torno do corpo da fêmea, formando um anel completo. Após a eclosão, os alevinos apresentam filamentos branquiais externos que desaparecem após 10 a 12 dias. Pais não cuidam da progênie e podem comer os alevinos.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas adultas possuem tipicamente corpo mais roliço e são um pouco maiores do que os machos. Nos machos adultos, as nadadeiras peitorais são maiores com o segundo raio mais espessado, formando uma estrutura conhecida como lâmina circular. Os machos também exibem “inchaços” horizontais no corpo após a nadadeira dorsal, que são claramente visíveis quando os peixes são vistos de cima.

Biótopo: Ocorre comumente em regiões rasas e lentas de rios e córregos ou habitats calmos, como pântanos, remansos e arrozais. Estes são frequentemente apresentam vegetação alta ou repletos de raízes submersas, galhos e serapilheira, com substratos compostos de lama ou lodo macio.

Etimologia: —

Sinônimos: Misgurnus cestoideus, Nemacheilus bipartitus, Cobitis fossilis mohoity

Informações adicionais: Sua distribuição se estende do rio Sena ao Neva e do rio Danúbio ao Volga.

É uma espécie resistente e adaptável, tolerante a uma ampla gama de variáveis ​​fisiológicas e flexível na dieta, fatores que permitiram que ela se estabelecesse como uma potencial espécie invasora em todo o mundo.

Durante períodos secos, alguns habitats podem ficar estagnados com a proliferação de algas e a hipóxia resultante (depleção de oxigênio). Sob tais condições, os membros desse gênero são capazes de usar a porção posterior do intestino e da pele como órgãos respiratórios suplementares e frequentemente se lançam à superfície para engolir ar atmosférico enquanto expelem simultaneamente gases intestinais. É um animal forte e resiste mais tempo sem água do que a maioria dos peixes.

Tal qual seu parente próximo dojô, acredita-se possuir capacidades de prever a meteorologia, sendo por isso conhecido como “peixe-meteorológico” na Europa. Quando ocorre uma alteração repentina na pressão atmosférica da água, eles costumam ficar agitados na superfície da água. Ao apresentar este tipo de comportamento, significa que a temperatura da água está acima do tolerado pelo peixe. Por ser um peixe de água estritamente fria, pelos qual seus rins necessitarem obrigatoriamente desse tipo de água para viverem, ele vai até a superfície e nada “animadamente” sob esta condição.

Em água com baixo teor de oxigênio, característica comum em águas mais quentes, ele engole ar atmosférico na superfície da água e extrai oxigênio através da membrana mucosa intestinal, que possui um complexo sistema de vasos sanguíneos. Daí a explicação de seu comportamento “agitado” quando mantido em águas de temperatura mais elevadas. Quando mantido em condições ideais, nomeadamente águas mais frias, passam boa parte de seu tempo enterrado no substrato. 

Ao contrário de seu parente Dojo (Misgurnus anguillicaudatus), não é tão comum no aquarismo.

Referências:

  • Kottelat, M. and J. Freyhof, 2007. Handbook of European freshwater fishes. Publications Kottelat, Cornol and Freyhof, Berlin.
  • Keith, P., J. Allardi and B. Moutou, 1992. Livre rouge des espèces menacées de poissons d’eau douce de France et bilan des introductions. Muséum national d’Histoire naturelle, Paris, Secrétariat de la Faune et de la Flore, Conseil Supérieur de la Pêche, CEMAGREF and Ministère de l’Environment,

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Janeiro/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 827 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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