Cuiú Cuiú Amarelo (Megalodoras uranoscopus)

Megalodoras uranoscopus  (Eigenmann & Eigenmann, 1888)

Ficha Técnica

Ordem: Siluriformes — Família: Doradidae (Doradídeos)

Nomes Comuns: Cuiú Cuiú Amarelo, Cumbá — Inglês: Giant Raphael Catfish

Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica

Tamanho Adulto: 70 cm (comum: 40 cm)

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: pacífico

pH: 5.8 a 7.4 — Dureza: 1 a 20

Temperatura: 22°C a 26°C

Distribuição e habitat

Distribuído nos rios Essequibo, Tocantins e Amazonas no Equador, Colômbia, Peru, Brasil e Bolívia. A localidade é tida como Lago Hyanuary, próximo da cidade de Manaus, no Brasil.

No Brasil pode ser encontrado nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.

Supostamente encontrado em águas lentas e permanentes, incluindo riachos e pântanos, onde geralmente se encontra protegido entre raízes ou vegetação submersa. Existem relatos de sua ocorrência nos principais canais de rios e áreas temporariamente inundadas, variando a época do ano.

Descrição

Encontrado em pequenos grupos e ocasionalmente formando cardumes. Era frequentemente referido pelo binomial M. irwini, agora sinônimo de M. uranoscopus. Dentro da família Doradidae, o gênero Megalodoras é considerado intimamente relacionado com Lithodoras ,Centrodoras Platydoras, respectivamente.

Os doradídeos são muitas vezes referidos como “peixes-falantes” em referência ao fato de que muitos deles são capazes de produzir sons audíveis.

No Brasil é conhecido por inúmeros nomes populares como Bacu, Cuiú Cuiú (amarelo), Cumbá, Dukeru, Mandí Serra, Rebacão e Rebeca.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 200 cm de comprimento e 60 cm de largura desejável.

A decoração do aquário é um tanto indiferente. Um substrato arenoso com bastante raízes e plantas flutuantes simulará seu habitat natural.

Tenha cuidado ao manusear os doradídeos, uma vez que as espinhas e espirais peitorais podem ferir o aquarista.

Comportamento

Extremamente pacífico podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de mesmo porte. Apesar de seu porte grande, dificilmente comem peixes menores.

Procure manter em pequeno cardume, uma vez que possuem hábito gregário. De comportamento noturno, passam a maior parte de seu tempo entocado.

Reprodução

Ovíparo. Realizam extensas migrações sazonais para se reproduzir. Não há relato de sua reprodução em cativeiro.

Dimorfismo Sexual

As fêmeas adultas são maiores e mais pesadas do que os machos, e as papilas genitais diferem em sua estrutura.

Fêmea na parte inferior

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de gastrópodes aquáticos e frutos caídos de plantas terrestres como Licania longipetala e Astrocaryum jauari.

Sua alimentação em cativeiro é descomplicada, aceitando alimentos secos e vivos sem dificuldades. Ofereça uma dieta variada composta por alimentos secos, frutas, vegetais, moluscos, mariscos e minhocas.

Etimologia: Megalodoras; do grego megas, megalos = grande + grego doras = pele. Em referência ao seu grande tamanho.

SinônimosMegalodoras irwini, Doras libertatis, Oxydoras huberi, Doras uranoscopus

Referências

  1. Ferreira, E.J.G., J.A.S. Zuanon and G.M. dos Santos, 1998. Peixes comerciais do médio Amazonas. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
  2. Sabaj, M.H. and C.J. Ferraris Jr., 2003. Doradidae (Thorny catfishes). p. 456-469. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Janeiro/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 665 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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