Zebra Borrado (Maylandia zebra)

 

Maylandia zebra (Boulenger, 1899)

Foto: Wikipedia (CCBY)

Nome Popular: Zebra Borrado — Inglês: –

Ordem: Perciformes — Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Distribuição: África, endêmico do lago Malawi

Tamanho Adulto: 11 cm

Expectativa de Vida: 8 anos +

pH: 7.8 a 8.6 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C

Aquário Mínimo: 100 cm comprimento X 40 cm largura — Para manter um harém com um macho e diversas fêmeas considere aquário com pelo menos 100 cm de comprimento, para aquário comunitário mínimo de 150 cm. O aquário para a espécie, assim como para qualquer ciclídeo Mbuna, deverá conter inúmeras rochas formando um paredão rochoso para se refugiarem e demarcarem território. Deixe algum espaço livre para nadarem.

Comportamento & Compatibilidade: Como a maioria dos Mbunas (palavra africana que significa morador de rochas), apresentam uma intensa agressividade intra-espécie. Sua agressividade é mais restrita aos machos da mesma espécie e outros peixes de padrões e cores semelhantes. Como são peixes de harém, é recomendado sempre manter pelo menos um macho e três fêmeas, assim elas não ficarão muito estressadas por causa de perseguições da parte do macho. Entre os Mbunas pode-se considerar que possuem agressividade moderada.

Alimentação: Onívoro. Em seu ambiente natural alimentam-se da biocobertura das rochas. Esta biocobertura é um sistema biológico composto por algas e um largo número de minúsculos invertebrados que nelas vivem (denominados de aufwuchs). Em aquário devem ser alimentados com alimento apropriado para peixes com uma alimentação rica em matéria vegetal. Alimento seco com base de proteína animal pode ser ministrado com parcimônia periodicamente. O excesso de proteína animal (encontrado nas rações para os peixes onívoros e carnívoros) prejudica a saúde do peixe herbívoro, podendo resultar em Bloat ou outras doenças. Na ausência de alimentos contidos na superfície das rochas, pode se alimentar de plâncton presente livremente na coluna d´água.

Reprodução: Ovíparo. O acasalamento ocorre num local escolhido previamente pelo casal e o macho atrai a fêmea num ritual de movimentos. A fêmea depositará os ovos no solo e o macho fertilizará em seguida. Incubadores bucais, a fêmea guardará os ovos na boca. Cerca de 10 dias os ovos eclodem e a fêmea irá protegê-los na sua boca por cerca de duas semanas ou três semanas. No final do período de incubação os alevinos são libertados, completamente formados e auto-suficientes para procurarem a sua própria alimentação.

Dimorfismo Sexual: Esta espécie é conhecida como o ciclídeo zebra ou como BB Zebra (das barras verticais azuis e pretas – Blue and Black – que apresentam). Ou seja, e à excepção dos indivíduos O e OB, esta espécie apresenta riscas verticais azuis e pretas, variando de intensidade, número e de tom. Esta característica apenas se aplica a algumas populações, sendo que estão descritas algumas populações de “zebras sem barras”. Em todos os casos, as fêmeas apresentam a mesma coloração dos machos, apenas com uma intensidade menor. (Texto retirado na integra de ciclídeos.com)

Biótopo: Pertence ao grupo Mbuna (fala-se ambuna), por viver próximo de rochas, se alimentando da biocobertura presente. Habita as regiões ricas em sedimentos e é frequentemente encontrado sobre manchas arenosas e lamacentas entre rochas.

Etimologia: Maylandia, em homenagem a Hans J. Mayland, ictiologista alemão.

Sinônimos: Metriaclima melabranchion, Pseudotropheus zebra, Metriaclima zebra, Tilapia zebra

Informações adicionais: Um dos poucos Mbunas que pode ser encontrado em inúmeros locais do lago. Existem populações desde Cape Manulo até kande Island, à volta de Namalenje, na Península de Nankumba, em Boadzulu Insland, de Makanjila Point até Mala Point, de Mbamba Bay até Lundu, de Lumbila até Ikombe, à volta de Likoma e em Taiwanee Reef.

Referências:

  • Stauffer, J.R. Jr., N.J. Bowers, K.A. Kellogg and K.R. McKaye, 1997. A revision of the blue-black Pseudotropheus zebra (Teleostei: Cichlidae) complex from Lake Malawi, Africa, with a description of a new genus and ten new species. Proc. Acad. Nat. Sci. Philad.
  • Konings, A., 1990. Ad Konings’s book of cichlids and all the other fishes of Lake Malawi. T.F.H. Publications, Inc.
  • Maréchal, C., 1991. Pseudotropheus. p. 401-415. In J. Daget, J.-P. Gosse, G.G. Teugels and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Brussels; MRAC, Tervuren; and ORSTOM, Paris.
  • Informações parcialmente obtidas em ciclídeos.com

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Julho/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 812 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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