Criação e Manutenção de Cascudos em Aquário

 

Autor: Edson Rechi – Dezembro/2009 – Atualização Fevereiro/2014

Artigo publicado originalmente na Revista BioAquaria Europeia

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Dentro da ordem Siluriformes, que possui aproximadamente 40 famílias, a família Loricariidae se destaca por possuir o maior número de espécies de água doce da América do Sul, com mais de 800 espécies nominais, distribuídas em 92 gêneros e inúmeras espécies ainda não catalogadas (FishBase 2009). Estão divididos em 7 sub-famílias: Loricariinae, Ancistrinae, Delturinae, Hypostominae, Hypotopomatinae, Lithogeneinae e Neoplecostominae. Cascudos são parentes próximos de outros populares peixes ornamentais como Corydoras sp., Dianema sp. e Tamboatá (família Callichthyidae), porém suas diferenças morfológicas são bem visíveis como o formato da boca e distribuição das placas ósseas.

Em sua área de distribuição natural são conhecidos popularmente como Acarí ou Cascudo. Outros nomes como Plecos, Cat-fish e Bagre Blindado também são atribuídos, embora o primeiro deve cair em desuso, levando em consideração que o antigo gênero Plecostomus foi extinto, sendo dividido nos gêneros atuais. A cada ano, muitas espécies novas são descritas, principalmente na região neotropical.

cascudosaaaSão encontrados em parte da Costa Rica, Panamá e toda América do Sul. Sua grande maioria está localizada na Bacia Amazônica, Bacia Atlântico Sul, São Francisco e Bacia do Prata, todas situadas na América do Sul. Algumas poucas espécies também são encontradas na América do Norte (27 espécies nominais), Ásia (4 espécies nominais), Oceania (2 espécies nominais), possivelmente invasoras (FishBase 2009).

Bastante populares entre aquaristas devido sua morfologia e cores, além de certa forma ajudarem na manutenção e controle de algas, mas este papel pode não ser realizado, como descreverei ao longo do artigo.

Biologia

Boa parte dos loricarídeos possuem temperamento pacífico, embora o territorialismo seja mais acentuado em algumas espécies, principalmente entre espécimes similares, e outras preferem viver em grupos como Otocinclus sp. No geral costumam ser bons companheiros de outras espécies igualmente pacíficas, podendo até mesmo frequentar aquário comunitário.

A capacidade de respiração dos Loricarídeos é algo notável em sua biologia, possuindo estruturas complexas que podem funcionar como órgão respiratório acessório e hidrostático, deixando o uso das brânquias apenas em situações favoráveis, variando a estação do ano e ambiente onde estão inseridos, quando o nível de oxigênio dissolvido é alto.

Sua respiração está intimamente ligada com o risco de hipóxia (baixo teor de oxigênio nos tecidos), variando de acordo com o estado e situação encontrados, como alteração em mecanismos de transportes de O2, obstrução no fluxo sanguíneo ou deslocamento para áreas com baixo nível de OD. Alguns Cascudos, como os do gênero Pterygoplichthys, são conhecidos por serem mantidos fora da água por até 30 horas, sendo comumente vendidos como peixes vivos.

A íris dos locarídeos permitem ajustar a quantidade de luz que entra em seus olhos, sendo um grande aliado na defensiva contra predadores ou na busca por alimentos.

Uma de suas características mais notáveis é sua boca em forma de ventosa, usada para alimentação, respiração e anexação em objetos por sucção. Tanto a sucção como a respiração, podem funcionar simultaneamente, contrário o que é difundido, sem causar falhas em seu sistema. Para ocorrer a sucção, o peixe pressiona seus lábios contra o substrato enchendo sua boca, causando pressão negativa, conferindo ótima aderência nos mais variados objetos. Desta forma ele pode ficar aderido a objetos, mesmo estando em ambiente de grande fluxo de água como cachoeiras.

Sua morfologia externa e hábitos indicam serem espécies demersais, ou seja, embora possuam capacidade de natação ativa, vivem boa parte do tempo em associação ao substrato ou agarrados em raízes ou rochas. Podem ser encontrados em inúmeros ambientes como riachos, igarapés, cachoeiras, rios com até 3.000m de altitude e até mesmo em ambientes subterrâneos. Algumas pouquíssimas espécies podem frequentar regiões estuarinas (água salobra), a grande maioria vive em ambiente dulcícola.

Seu padrão de cores e forma do corpo é bastante variável. Duas características axiomáticas encontradas dentro das espécies desta família é a presença de placas ósseas cobrindo todo seu corpo e a boca inferior em forma de ventosa. Outras características morfológicas são a presença de espinhos entre as placas ósseas, nadadeira adiposa ausente (quando presente, possuem espinho na ponta), 23 a 38 vértebras, dois pares de barbilhões em sua maioria.

Por estarem ausentes de escamas e possuírem corpo revestido por placas ósseas, possuem camada menos espessa de muco em seu epitélio externo. Por este motivo, são menos escorregadios ao toque como em outros peixes e sensíveis a presença de sal na água. Justamente por apresentarem estas características, camada mais fina no muco epitelial externo, não suportam a presença de sal (NaCl) na água, podendo levá-los a morte devido a enorme diferença osmótica criada, podendo ocorrer a desidratação rapidamente.

O tamanho das espécies podem variar bastante, desde 3cm nos comuns Ottos (Otocinclus sp.) até 70cm (Pterygoplichthys disjunctivus e alguns Panaques sp.). A maioria das espécies possui tamanho entre 10 a 40cm, com exceção ao Acanthicus adonis que podem chegar próximo de 100cm.

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Evolução

Como descrito, Loricarídeos em sua maioria habitam ambientes lóticos, com alto índice de oxigênio dissolvido e normalmente neste tipo de ambiente a oferta de alimentos costuma ser reduzida, principalmente na formação de alimentos de origem vegetal, este reconhecidamente de baixa quantidade calórica e praticamente ausente de predadores naturais.

Une-se o ambiente bem oxigenado que aumenta o metabolismo do peixe, forçando o consumo em maior quantidade de alimentos, ao fato de que neste ambiente a ausência de alimentos vegetais é notória, deveriam se adaptar para outro regime alimentar como a micro predação, já existente em outras espécies melhores adaptadas a este regime que os loricarídeos.

A solução adaptativa encontrada foi a maior rapidez na ingestão de alimentos, assim como a mudança de seu comportamento, tornando-se menos ativos. Estas evoluções garantiram vantagens como a economia de energia, aumento na eficiência de ingestão de alimentos, além se ficarem menos expostos a predadores.

Mas como desenvolver tudo isso em ambiente lótico, onde o fluxo da água é forte e constante, exigindo gasto de energia considerável ?

Segundo estudiosos, sua vesícula natatória foi perdendo função e sua boca adaptou-se para realizar as funções de processar o alimento rapidamente (ganhou um conjunto de dentes em forma de lixa), além de apoio e sustentação adaptados para águas de forte fluxo. Desta forma, poderia processar o alimento, mesmo os mais duros normalmente desprezados por outros peixes, e enfrentar a correnteza, comum em ambiente lótico. Além deste ganho sobre potenciais competidores alimentares, sua proteção ficou ainda maior, pois muitos predadores não estão adaptados a determinados ambientes que apenas loricarídeos podem frequentar, como cachoeiras.

Seu corpo também foi alterado para adaptar-se a este ambiente, ganhando formato hidrodinâmico, levemente achatado em seus flancos. Surgiram ainda placas ósseas descritas em sua anatomia, supostamente para aguentar a pressão e proteção contra potenciais predadores. Outro aparato usado em sua defesa, são odontódeos localizados próximo de suas guelras, que podem ser projetadas externamente, podendo ferir aquaristas desavisados ou potenciais predadores

Alimentação

O regime alimentar da grande maioria dos Loricarídeos é bastante especializada, alimentando-se primariamente de algas/alimentos de origem vegetal e secundariamente microrganismos aderidos ao substrato duro (ou mole), embora exista algumas poucas espécies com hábitos essencialmente carnívoros. Possuem intestinos relativamente longos comparado a outros peixes, o que contribui para uma dieta primária herbívora e iliófaga na maioria das espécies de loricarídeos.

Sua boca (que adere firmemente em objetos e alimentos) e dentes são adaptados para alimentar-se de uma gama enorme de alimentos como algas, invertebrados, detritos e outros. Algumas espécies de Panaques podem ingerir madeira em sua dieta.

Animais herbívoros são conhecidos por selecionarem vegetais superiores em sua alimentação, macro e microalgas bentônicas e fitoplâncton, mas podem necessitar de uma dose de proteína animal complementar, não ficando restrito apenas a taninos da digestibilidade de plantas e outros. Alguns herbívoros amazônicos preferem frutas e sementes a consumirem folhas. Apenas a título de curiosidade, o garfish Hyporhamphus melanochir por exemplo é um peixe herbívoro de dia e carnívoro no período noturno, já que as condições noturnas favorecem alguns predadores. Espécies dos gêneros Otocinclus, Rineloricaria, Farlowella e Ancistríneos são essencialmente herbívoros.

Carnívoros acabam por selecionar o animal vivo, incluindo o zooplâncton, mas também podem exigir secundariamente alimentos vegetais. Embora a maioria dos Loricarídeos se restringem a alimentos herbívoros, se beneficiam de determinada quantidade de alimentos de origem animal, como descrito acima. Entre as espécies estão do gênero Hypancistrus, Panaques, Hypostomídeos e outros.

Os iliófagos (maioria dos cascudos), onde o alimento é obtido através de substrato, lodo ou areia, encontra-se entre os principais alimentos ingeridos como organismos microscópicos de superfície, detrito sedimentado, macroflora, detrito de fauna nectônica e bentônica, matéria coprogênica, detrito orgânico e inorgânico. Os peixes com este tipo de dieta contam com aparelho digestivo adaptado a selecionar eficazmente, algo comum em loricarídeos iliófagos.

Sua alimentação em aquário deverá ser a mais variada possível. Fazendo uma breve analogia de sua alimentação encontrada em seu ambiente natural e a disponibilizada em cativeiro, a intenção é que o aquarista tente chegar próximo ao que ele encontrará na natureza. O fornecimento de rações próprias para peixes de fundo (pastilhas, bottons), além de legumes e verduras (pepino, abóbora, repolho, alface, etc) deverá ser ministrado regularmente. Importante recordar que verduras e legumes podem putrefazer na água, sendo recomendo que sejam fornecidos e retirado em menos de 24h. Uma dica é usar um palito de churrasco para espetar estes alimentos e fixar no substrato do aquário, retirando algumas horas após, renovando sempre os alimentos.

É sempre interessante distribuir troncos ou raízes no tanque, para satisfazer a necessidade de algumas espécies por polímeros de cadeia longa (monômero) como polissacarídeo ou carboidrato. Em especial os são iliófagos, como os do gênero Panaque sp. .

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Limpadores de aquário

Como descrito, Loricarídeos possuem regime alimentar bastante especializado, onde a grande maioria das espécies desta família tem preferência por algas. Em seu habitat dão preferência aos locais onde há uma grande abundância de algas que se acumulam ao longo de superfícies de objetos como rochas, raízes e metaphytas.

Sua preferência por algas é tamanha, que quando criados em aquário acabam aderindo aos vidros, limpando as algas que costumam acumular, sendo considerados peixes “faxineiros” ou “limpa-vidros”, devido esta característica uniforme.

Aplica-se a este grupo de peixes, verdadeiros milagres que fazem na manutenção de tanques afetados por algas. De fato, muitos loricarídeos acabam por ajudar aquaristas no controle de algas, mas nunca deve-se limitar sua dieta apenas em algas, e mais ainda, não fazem milagres na eliminação de algas, reservando-se apenas em ajudar no seu controle, portanto é errôneo esperar a eliminação de algas apenas com o uso destes peixes. Em muitas situações eles dispensam as algas para se alimentarem de alimentos mais chamativos como as próprias rações, legumes e verduras.

Outros equívocos empregados a estes peixes, além do citado acima, refere-se a funções que os aquaristas atribuem para que desempenhem em nossos aquários: eliminação de detritos e controle no excesso de alimentação.

É importante frisar que detritos não necessariamente indicam se tratar de apenas materiais fecais e sim toda partícula não viva de matéria orgânica, incluindo corpos ou fragmentos de animais mortos, além de microrganismos decompositores do material.

Há uma corrente que induz o aquarista a pensar que Loricarídeos são coprófagos, quando na verdade alimentam-se sim de detritos, mas não coliformes fecais! E sim corpos ou fragmentos de animais mortos. A fama de coprofagia atribuída erroneamente a estes peixes induz erros alimentares que podem causar anorexia no peixe, caracterizando baixa massa corporal e estresse físico, podendo levá-lo a morte por inanição. A única forma de eliminar detritos do aquário continua sendo uma boa filtragem e trocas parciais regulares de água.

No que refere-se a introdução de Loricarídeos para o controle de excesso de alimentação, é outro equívoco. Eles certamente se alimentarão dos restos de rações e afins, mas igualmente purgarão as fezes do organismo em seguida, poluindo a água de qualquer forma. A melhor forma de controlar a super alimentação é saber dosar a quantidade correta e fazer sifonagens periódicas dos restos acumulados.

Manutenção em aquário

Embora a literatura indique que Loricarídeos são noctívagos, seu comportamento em aquário poderá mostrar-se contrário e variar bastante. Alguns são mais ativos no período diurno, enquanto outros podem mais ativos noturnamente. Este comportamento variável depende das condições que são impostas na montagem do aquário (ex. falta de refúgios) e os habitantes que coabitam o mesmo espaço.

Se fornecer alimentos durante o dia, certamente eles não irão recusar e aparecerão na frente do aquário sem maiores cerimônias, desde que os demais peixes não o importunem constantemente. O mesmo vale para o fornecimento de alimentos durante o período noturno. Em seu ambiente natural, seu comportamento também é bastante variável, podendo passar a maior parte do dia aderido a algum objeto alimentando-se e durante o período noturno, quando há menos predadores, explorar novas fontes alimentares, normalmente praticando a micro predação.

O uso de troncos na montagem do aquário passa a ser obrigatório, levando em consideração que praticamente todas espécies de loricarídeos apreciam passar boa parte de seu tempo aderido a este objeto, tornando-se elemento essencial em sua dieta alimentar como já descrito. Uma boa quantidade de plantas também deverá constar na montagem do aquário, para formar refúgios e regiões sombreadas, também essencial para qualquer Loricarídeo. Pode-se ainda usar rochas formando refúgios ou mesmo vasos invertidos ou enfeites artificiais. Cuidado com o gosto duvidoso na escolha de enfeites artificiais, nada de escolher mergulhadores soltando bolhas, caveiras e afins, afinal seu aquário não é um parque de diversões…

Deve-se evitar usar substratos pontiagudos para que não ocorra lacerações, dando preferência para substrato arenoso fino. Não raramente, algumas espécies costumam se enterrar, similar a raias Potamotrygon sp., praticando fantástico mimetismo.

A água do aquário, como todos já sabem, deve possuir qualidade ímpar, com amônia e nitritos zerados, nitrato sempre o mais baixo possível. Filtragem eficiente, manutenção regular e periódica, população equilibrada e alimentação de boa qualidade são nossos maiores aliados para manter a qualidade da água a melhor possível. Sua temperatura poderá variar de acordo com a espécie. Para os amazônicos ou que residem próximo a Linha do Equador, se desenvolvem melhor em temperatura entre 26º e 29ºC, enquanto as espécies que frequentam regiões mais ao sul, entre 20 e 26ºC, mas que também se adaptam a temperatura mais alta sem maiores traumas. O pH e dureza também poderão variar de acordo com a região proveniente, no geral pH entre 6.0 e 7.0, assim como dureza baixa a moderada irá satisfazer a maior parte das espécies.

Embora boa parte vive em ambiente lótico, quando criados em aquário o fluxo de água passa a ser indiferente. Apesar de não ser uma regra, quanto mais achatada a espécie em seus flancos, maior a probabilidade de serem encontrados em ambiente com forte corrente de água. O importante aqui é possuir uma filtragem eficiente ao invés de se preocupar com o fluxo na água.

No mais, evitar iluminação forte, assim como a presença de espécies agressivas no mesmo aquário, será o suficiente para que os mantenha por longos anos saudáveis.

Apenas atente para que se mantém aquário densamente plantado, espécies que atingem tamanhos acima de 10cm podem bagunçar o aquário desenterrando plantas, possuem hábito de cavar o substrato.

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Reprodução

Sua reprodução em aquário é bastante difícil, embora possível. As estratégias de reprodução poderão variar de acordo com a espécie, sendo a mais comum a fixação dos ovos em cavidades como em faces inferiores de rochas. Algumas espécies usa-se do método ovo-tansporte até que os ovos eclodam e as larvas estejam nadando livremente.

Normalmente os pais costumam ser bons progenitores, tendo cuidado parental bem desenvolvido, comportamento mais ressaltado nos machos. A eclosão dos ovos poderá variar de acordo com as condições ambientais, podendo os ovos eclodirem entre uma a três semanas.

O dimorfismo sexual não é tão evidente, observado através de sua morfologia externa, embora mais visível em época de reprodução. Variando o gênero, são vários os dimorfismos entre os loricarídeos como forma do corpo (em Farlowella sp. machos apresentam cabeça menor e corpo maior), tamanho (machos normalmente maiores que as fêmeas), nadadeiras (espinhas e raios), forma e estrutura dos barbilhões, forma dos dentes, estruturas bucais e odontódeos (tamanho e número).

L e os números

Criado pela revista Die Aquarien- und Terrarienzeitschrift – Datz, o L número é um sistema de classificação bastante usado por aquaristas e biólogos, para referir-se a espécies de Loricarídeos que não tenham sido descritas taxonomicamente. Após serem classificados cientificamente, perdem o L número e ganham o nome binomial.

Embora útil para as espécies não classificadas, sua base é através de fotografias, o que gera alguma confusão na identificação de algumas espécies, podendo ser classificados duas ou mais espécies no mesmo L número, devido similaridade em sua morfologia externa e coloração ou até mesmo uma única espécie receber mais de um L número, portando trata-se de uma base de referência passível de erros.

Sobre Edson Rechi 757 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

4 Comentário

  1. oi tudo bem? eu tenho uma fêmea de cascudo chamei de Gigi mas percebo que ela é muito medrosa sou apaixonada por ela e meu sonho é fazer ela confiar em mim pq queria muito fazer um pouco de carinho nela mas ela se esconde e quando acho ela . Ela se assusta ela vive a 2 meses com 5 lebistes numa boa os lebistes sempre vem pertinho de mim só ela que não fico triste com isso vc pode me ajudar com dicas de como conquistar a confiança da minha Gigi? agradeço de coração

     

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