Peixe Sol (Lepomis gibbosus)

Lepomis gibbosus (Linnaeus, 1758)

Ficha Técnica

Ordem: Perciformes — Família: Centrarchidae (Centrarchídeos)

Nomes Comuns: Peixe Sol, Perca Sol — Inglês: Pumpkinseed

Distribuição: América do Norte, introduzido em vários países

Tamanho Adulto: 40 cm (comum: 10-15 cm)

Expectativa de Vida: 12 anos

Comportamento: agressivo, territorialista

pH: 7.0 a 7.6 — Dureza: 10 a 15

Temperatura: 4°C a 26°C

Distribuição e habitat

Natural da América do Norte em Nova Brunswick, na costa leste da Carolina do Sul até o interior em Iowa e Pensilvânia. Introduzido amplamente na América do Norte, se estabelecendo em Washington e Oregon na costa do pacífico até a Geórgia na costa atlântica. São mais comuns no nordeste dos EUA.

Introduzido em inúmeros países gerando impactos ecológicos em algumas regiões.

Adultos ocorrem em lagos e lagoas em meio à densa vegetação, além de riachos e rios menores. Parecem ter predileção por ambiente lêntico.

Descrição

É um peixe de corpo profundo, comprimido lateralmente, silhueta oval. Embora seu tamanho padrão quando adulto seja por volta dos 15 cm, pode atingir até 40 cm de comprimento total, com pesos normalmente inferiores a 450 gramas.

Ao longo de sua nadadeira dorsal são encontrados 10 a 11 espinhos e três espinhos adicionais na nadadeira anal, que são bem rígidos e afiados e utilizados de forma defensiva. O ocelo presente próximo a suas brânquias também funciona como proteção, passando a impressão que o peixe seja quatro vezes maior do que realmente é, iludindo potenciais predadores. Quando ameaçado ou em época de reprodução a coloração do ocelo costuma ficar mais acentuada.

A coloração do corpo inclui manchas laranja, verde, amarelo ou azul, laterais amarelos e barriga e peito amarelo a laranja. Tal como acontece com todos os centrarquideos, eles têm espinhos afiados na nadadeira dorsal e anal.

Introduzido na Europa no final dos anos 1800, está estabelecido em um mínimo de 28 países na Europa e Ásia, com uma população reportada no Brasil e possivelmente também no Chile.

Apreciado por pescadores novatos devido a facilidade em pescá-lo, possuem carne saborosa rica em proteína e baixo índice de gordura.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 100 cm de comprimento e 40 cm de largura desejável.

A decoração do aquário deverá ser composta preferencialmente por plantas formando áreas sombrias.

Comportamento

Quando confinado em espaço pequeno, pode apresentar alto grau de agressividade e territorialismo frente a outros peixes até mesmo de maior porte.

Reprodução

Ovíparo. No final da primavera ou inicio do verão, os machos constroem ninhos em águas rasas perto da costa e atraem a fêmea. Formado o casal, nadarão em círculos sobre o ninho liberando os ovos e esperma. O macho guarda os ovos e os jovens até 11 dias após a incubação, embora tenham sido relatados períodos de cuidados muito mais curtos na Europa (Balon, 1959).

Uma vez que os alevinos se tornam independentes, o macho tornará a construir outro ninho para atrair fêmeas diferentes. As fêmeas podem produzir até 2000 ovos. A maturidade sexual é alcançada com dois anos de idade. 

Não raramente os ninhos desta espécie são feitos próximo de ninhos de Lepomis macrochirus.

Dimorfismo Sexual

Um tanto difícil distinguir. O macho normalmente é mais colorido e a fêmea mais arredondada. O ocelo da fêmea, próximo as brânquias, tende a ser menos colorido.

Alimentação

Onívoro, em seu alimente natural se alimenta de uma grande variedade de pequenos alimentos, tanto na superfície como no fundo, como insetos, larvas, pequenos moluscos e crustáceos, vermes e peixes menores incluindo os do mesmo gênero. Secundariamente se alimentam de matéria vegetal.

Possui boca terminal, permitindo que se aumente na extremidade anterior do focinho. 

Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Etimologia: Lepomis; grego, lepis = escalado + grego, poma = cobertura branquial, opérculo

Gibbosus: de gibbous, ou como a lua cheia, referindo-se à forma do corpo.

SinônimosPomotis vulgaris, Lepomus gibbosus, Eupomotis gibbosus, Perca gibbosa

Referências

  1. Altman, P.L. and D.S. Dittmer, 1962. Growth, including reproduction and morphological development. Federation of American Societies for Experimental Biology.
  2. Andreu-Soler, A., F.J. Oliva-Paterna and M. Torralva, 2006. A review of length-weight relationships of fish from the Segura River basin (SE Iberian Peninsula). J. Appl. Ichthyol. 22:295-296.
  3. Beckman, W.C., 1948. The length-weight relationship, factors for conversion between standard and total lengths, and coeffecients of condition for several Michigan fishes. Trans. Am. Fish.
  4. Bianco, P.G. and V. Ketmaier, 2001. Anthropogenic changes in the freshwater fish fauna of Italy, with reference to the central region and Barbus graellsii, a newly established alien species of Iberian origin. J. Fish Biol. 59(Suppl.A)
  5. Nigrelli, R.F., 1959. Longevity of fishes in captivity, with special reference to those kept in the New York Aquarium. p. 212-230. In G.E.W. Wolstehnolmen and M. O’Connor (eds.) Ciba Foundation Colloquium on Ageing: the life span of animals. Vol. 5., Churchill, London.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Novembro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 636 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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