Kinguio (Carassius auratus)

 

Kinguio-Carassius-auratus

Carassius auratus (Linnaeus, 1758)

Nome Popular: Kinguio, Peixe Japonês, Peixe Dourado/Vermelho — Inglês: Goldfish

Família: Cyprinidae (Ciprinídeos)

Origem: Ásia, China e Japão.

Tamanho Adulto: 48 cm (comum 10 cm a 30 cm conforme variedade)

Expectativa de Vida: 20 anos +

Temperamento: Pacífico

Aquário Mínimo: 80 cm X 40 cm X 40 cm (128 L)

Temperatura: 10°C a 28°C

pH: 6.8 a 7.4 – Dureza: 5 a 19

Visão Geral

Uma das primeiras espécies de peixe a ser domesticada, se tornando popular em aquários do mundo todo. Domesticado pela primeira vez na China e introduzido na Europa no final do século XVII. Desde então existem dezenas de variedades com várias formas, tamanhos, cores e nadadeiras. Embora possam atingir próximo de 50 cm, tal valor é bastante raro e a grande maioria dos espécimes dificilmente atinge metade deste tamanho. Utilizado frequentemente para experimentos científicos.

Encontrados em rios, lagoas e valas, com águas estagnadas ou fluxo lento. Bastante comum em águas eutrofizadas, lagoas e canais com densa vegetação. Comum na China e Japão de onde provém a grande maioria das variedades atuais, principalmente da China.

Aquário & Comportamento

O aquário para Kinguio tem que possui pelo menos 80 cm de comprimento e 120 litros para um Kinguio, adicionando cerca de 30 litros para cada novo Kinguio introduzido.

Poucos enfeites são ideais uma vez que podem se ferir neles e precisam de bastante espaço para nadarem. Substrato preferencialmente de areia grossa para evitar que sejam engolidos podendo entalar na boca levando a óbito. Filtragem deverá ser bem dimensionada, mas sem criar forte fluxo na água.

Kinguios são peixes bastante ativos que nadam por todo aquário constantemente. Pacíficos, devem ser criados preferencialmente com outros Kinguios. Caso queira criar com outras espécies de peixes, evite inserir peixes rápidos, agressivos ou que possuam o hábito de mordiscar longas nadadeiras.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo, a reprodução ocorre em águas rasas normalmente em meio à vegetação de superfície. Podem desovar parceladamente em intervalos de até duas semanas e pais não cuidam da progênie. Atingem a maturidade sexual com cerca de três anos de idade.

O dimorfismo sexual é pouco evidente. Machos apresentam nadadeiras peitorais mais grossas e ásperas, além de anus côncavo. Fêmeas podem ser maiores e apresentam nadadeiras peitorais finas e delicadas; ânus se apresenta convexo, formando um pequeno “biquinho” para fora. Em época de reprodução as fêmeas costumam apresentar o ventre aumentado.

Alimentação

Onívoro com tendência a herbivoria. Em seu ambiente natural alimentam-se principalmente de plâncton, invertebrados bentônicos, material vegetal e detritos. Em cativeiro aceitará prontamente alimentos secos e vivos, devendo ser fornecido rações especificas para a espécie aliado a ração vegetal e spirulina. Poderá fornecer alimentos alternativos como alface, espinafre, abobrinha, maçã, brócolis, ervilhas e milho. Alimentos que apresentarem casca dura deverão ser cozidos e a casca retirada. Alimentos ricos em proteínas podem ser fornecidos como complemento ocasionalmente.

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Referências

  1. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  2. Shao, K.-T. and P.L. Lim, 1991. Fishes of freshwater and estuary. Encyclopedia of field guide in Taiwan. Recreation Press, Co., Ltd., Taipei. vol. 31. 240 p. (in Chinese).
  3. Beitinger, T.L. and W.A. Bennett, 2000. Quantification of the role of acclimation temperature in temperature tolerance of fishes. Environ. Biol. Fish. 58(3):277-288.
  4. Riede, K., 2004. Global register of migratory species – from global to regional scales. Final Report of the R&D-Projekt 808 05 081. Federal Agency for Nature Conservation, Bonn, Germany. 329 p.
  5. Frimodt, C., 1995. Multilingual illustrated guide to the world’s commercial warmwater fish. Fishing News Books, Osney Mead, Oxford, England. 215 p.
  6. Kottelat, M., A.J. Whitten, S.N. Kartikasari and S. Wirjoatmodjo, 1993. Freshwater fishes of Western Indonesia and Sulawesi. Periplus Editions, Hong Kong. 221 p.
  7. Kailola, P.J., M.J. Williams, P.C. Stewart, R.E. Reichelt, A. McNee and C. Grieve, 1993. Australian fisheries resources. Bureau of Resource Sciences, Canberra, Australia. 422 p.
  8. Welcomme, R.L., 1988. International introductions of inland aquatic species. FAO Fish. Tech. Pap. 294. 318 p.
  9. Teletchea, F., A. Fostier, E. Kamler, J-N. Gardeur, P-Y. Le Bail, B. Jalabert and P. Fontaine, 2009. Comparative analysis of reproductive traits in 65 freshwater fish species: application to the domestication of new fish species. Rev. Fish Biol. Fish. 19:403-430.
  10. Aquário para Kinguios, considerações gerais – Rosana Ferreira

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Dezembro/2015

Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

2 Comentário

  1. ola
    gostaria de saber se posso colocar areia no fundo do aquario ao inves de pedras ?
    outra pergunta é se pode colocar outras especies junto com eles se pode qual ?

     

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