História do aquarismo

Autor: Alexandre Avari

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Capa do livreto da Primeira Exposição de Peixes Ornamentais no Parque da Água Branca, em São Paulo. Fonte: Netuno Aquarium

Para falarmos da história do Aquarismo, temos que falar da história da Piscicultura. Ambas as atividades seguem paralelas pelos séculos, afinal, basta observar um peixe mais de perto para reconhecer sua beleza!

A criação de peixes em cativeiro começou com os Sumérios por volta de 3.000 a.C., que construíam açudes às margens dos rios Tigre e Eufrates para alimentação. Foram eles que nos deram as primeiras indicações terapêuticas e relaxantes da observação do nado dos peixes.

No antigo Egito por volta de 1.700 A.C., além de alimentação, eram feitos estudos observando o comportamento dos peixes em tanques de argila cozida com frente em vidro. Os sacerdotes egípcios podiam prever as cheias e secas do Rio Nilo, base de toda sua civilização, ao observar as mudanças de comportamento que os peixes apresentavam. “O Egito é uma Dádiva do Nilo”, disse o Historiador grego Heródoto em 5 A.C., logo tudo referente ao Nilo era considerado sagrado, inclusive os peixes.

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Representação em pedra de um peixe do gênero Oxyrrhynchus, considerado o peixe que representa a virilidade do Deus Osiris. Fonte: egyptologist.org

Claro que o fascínio sobre a beleza dos peixes acabou conquistando admiradores, e os tanques, apesar de possuírem função definida, tornaram-se requintados, integrando-se à decoração de palácios e templos, os egípcios eram grandes admiradores das plantas higrófilas, como as Ninféias e Papiros. Os grandes templos e palácios sempre tinham pelo menos um grande lago onde essas e outras plantas ribeirinhas cresciam e floresciam. As noções quanto a quantidade de luz necessária para as plantas começaram aí, nada mais fascinante para um povo adorador do Sol.

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Ilustração do lago do Harém do palácio de Akhetaten, atual Amarna Fonte: touregypt.net

Os gregos eram grandes conhecedores e consumidores de peixes e outros organismos marinhos. Aristótelesdedicou muito de seu trabalho a catalogação das espécies mediterrâneas. As fortes ligações comerciais com os egípcios e sua vocação nata às águas levaram a construções de lagos decorativo, muitas vezes marinho, às construções gregas, mais tarde aos romanos, inclusive construindo arenas de água marinha, aonde escravos eram atirados às lampreias, peixes muito primitivos e parasitas, que matavam pessoas com os mesmos atrativos que os leões e tigres do Coliseu, em Roma, e outras arenas.

Mas o Aquarismo como o concebeu nasceu realmente na China durante a Dinastia Tang, entre os anos de 618 a 917 D.C., enquanto a Europa padecia sob as pestes, as guerras entre as centenas de feudos e as cruzadas, sobre os destroços do império romano.

Durante a Dinastia Ming, por volta do século VI, o aquarismo realmente se popularizou na China. Muitos dos famosos vasos Ming eram, na verdade, cubas onde era possível apreciar belos exemplares vermelhos de Kinguio, ou KIN-TSI-YU (pronuncia-se Quin-tchi-iu). No final do século XIV, os kinguios já eram bastante difundidos até mesmo entre a plebe. Surge o primeiro livro de Aquarismo, o Chi Shayu Pu, “O livro do peixe vermelho”, escrito por Chang Chi’en Te, publicado em 1596.

Mesma época do auge do comércio entre o Oriente e o Ocidente, principalmente para fornecer seda e temperos à burguesia e realeza européia, também do descobrimento da América. Apesar de não ter sido o primeiro ocidental a percorrer a rota da Seda, Marco Polo foi o primeiro a ser recebido na corte do imperador ChinêsKublai Kan. De volta à Itália, relatou ao mundo ocidental em seu livro “A Viagem” as maravilhas do oriente, dentre essas maravilhas, os aquários e lagos chinês.

No século XVIII, finalmente o aquarismo chega timidamente à Europa, enriquecida pelos séculos de exploração de suas colônias orientais, americanas e africanas. No século XVI, o cientista sueco Carl Von Linné, Linneu “para os íntimos”, responsável pelo sistema de classificação dos organismos vivos, a taxonomia, foi um dos grandes responsáveis pelos primeiros estudos aquariológicos e impulsionador do aquarismo, já que mantinha em seu laboratório tanques de vidro onde mantinha os espécimes de peixe que estudava vindos de todo o mundo.

O Iluminismo estava em alta e as classes intelectuais estavam em polvorosa! Os estudos da evolução de Darwin e outros cientistas brilhantes chocavam com as ideias da igreja Católica com lógica inegável. A melhor maneira de demonstrar ao mundo as novas teorias evolucionárias era mostrando os animais às pessoas, começaram a surgir mais e mais zoológicos por toda Europa.

Em maio de 1853, inaugurou-se o primeiro Aquário Público do mundo, no Zoológico de Londres. Houve um repentino interesse das classes mais abastadas em manter peixes como elemento decorativo em suas casas. Espécimes até então desconhecidos eram trazidos das colônias europeias de todo o mundo.

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Aquário do Zoológico de Londres, em 1857 Fonte: parlouraquariums.org.uk
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Aquário doméstico europeu, século XVIII. Fonte: victoriana.com

Entre 1860 e 1880, fora publicado o primeiro livro ocidental sobre aquarismo, The Aquarium. Its Inhabitants, Structure and Management, de autoria de J.E. Taylor. Mesmo período em que Pierrer Carbonier introduziu uma série de peixes asiáticos, dentre eles, Trichogaster, Colisa, Peixes-do-Paraiso e Betas, em 1878 já se reproduzia Corydoras paleatus na França!

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Capa da primeira edição do livro The Aquarium. Its Inhabitants, Structure and Management. Fonte: aquarticles.com
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Aquário do Palácio de Cristal. O aquário da rainha, concebido por William Alford Lloyd, chamado de “o primeiro aquarista”. Fonte: parlouraquariums.org.uk

Claro que a eletricidade e a revolução industrial introduziram novas armas e possibilidades aos aquaristas pioneiros, sobretudo a invenção com mini-compressor nas primeiras décadas do século XX.

O Aquarismo no Brasil

Deve ter sido mais ou menos na mesma época, final do século XIX, que o Aquarismo começa no Brasil, não há registros precisos de quem e quando, mas há fortes indícios. Aliás, muito antes disso já havia precedentes.

Os índios brasileiros não criavam animais para abate, mas para companhia. Os chamavam de Xerimawa, que significa “coisa muito querida”, e dentre os Xerimawa ou Xerimbabo (Tupi não tem plural) mais populares estavam Araras, Tucanos, Jibóias, Macacos, Pacas, Capivaras, Antas e até Onças!

Peixes, entretanto, eram armazenados em grandes cestos à beira dos rios, estes sim, eram mantidos para alimentação. Mas a vocação do índio brasileiro em manter animais pelo prazer de sua companhia já era notória.

“O xerimbabo do índio é, por assim dizer, quase uma pessoa da família.” Disse o General mineiro José Vieira Couto de Magalhães em 1939.

“…a principal razão pela qual todos os animais amansam tão prodigiosamente nas casas dos nativos é por que são tratados com bondade uniforme, sendo-lhes permitido andar à vontade por todos os compartimentos.” Disse o naturalista e antropólogo inglês Henry Walter Bates de suas viajens à Amazônia em 1863.

O primeiro registro de um tanque para manter peixes construído no Brasil foi na Bahia por volta de 1583 no convento jesuíta de Salvador, conforme relata um de seus moradores, o jesuíta inquisitor português Padre Fernão Cardim:

“…fora de casa (…)um tanque mui formoso em que andará um bom navio* andam cheias de peixes (…) e no tanque entram algumas ribeiras de boa água e em grande quantidade”

(* Referência ao tamanho do tanque. Tão grande que nele caberia um navio)

Apesar da beleza descrita, está longe de ser aquarismo, mais uma vez era uma fonte de estudos e alimento, adicionalmente de rara beleza. Não há registros se os peixes eram introduzidos pelos jesuítas ou se vinham pelos riachos que alimentavam o tanque.

Não que os brasileiros estivéssemos alheios a toda imensa variedade de peixes que nosso abençoado país oferece, mas nesse momento histórico, as riquezas o conhecimento estavam em grande parte concentradas no Leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Sul de Minas Gerais, ainda por conta do café e da industrialização paulista, a realeza fluminense e das pedras preciosas e ouro mineiro. E esses três estados estão consideravelmente longe da tenebrosa Amazônia e do então quase desconhecido Pantanal, ainda mais em tempos de carroça e cavalo!

No outrora rico Nordeste do final do século XVII, já havia algo. Com uma aristocracia abalada pelo fim anunciado da Cana de Açúcar, as famílias mais abastadas agora viviam de comercializar outras coisas, geralmente materiais da Amazônia, como madeira, peles e o valioso látex. A região tornara-se uma grande área portuária e entreposto comercial, escala obrigatória das cargas vindas do norte e do sudeste antes da perigosa travessia do Atlântico em direção à Europa, pela proximidade e pela grande quantidade de europeus, sobretudo holandeses e franceses, que viviam por lá esquecidos da colonização holandesa e apaixonados pela nossa terra.

Com peixes maiores, mais bonitos e abundantes, os nordestinos logo se interessaram na piscicultura, não comercialmente, mas como um meio de subsistência das populações mais pobres. Mas a existência de uma costa tão generosa manteve a piscicultura nordestina tímida por séculos. Existiam barragens construídas nas cidades mais distantes da costa principalmente para reter água para as épocas das secas. Adicionalmente criavam-se peixes nessas barragens, mas sem nenhum critério.

Voltamos ao Sudeste por volta do final do século XVIII e primeira metade do século XIX! No interior de São Paulo, na região de Campinas, ainda existem pequenos açudes e barragens com cerca de um hectare ou menos que datam dos anos de 1850, construídos para a piscicultura. Mas sem a tecnologia adequada, muitos destes tanques acabavam destruídos pela força das águas. Alguns poucos açudes intactos e alguns indícios em ruínas ainda existem até hoje.

Aquário datado de 1950
Aquário datado de 1950

A república, influências iluministas, a abolição dos escravos, a chegada da eletricidade (a chegada das redes de esgoto!), as artes modernas brasileiras nascendo, uma classe intelectual ativa… os anos do final do século XIX e início do século XX foram realmente conturbados e efervescentes! A europeização, ou melhor, a “parisização*” das principais cidades trouxeram consigo os primeiros aquários e a indagação lógica de que “se eles fazem lá fora com nossos peixes, por que não fazemos nós mesmos?”

(*Paris, na época, era a mais moderna cidade do mundo, algo como Tóquio e Nova York atualmente)

O aquarismo nasce, marginal, nos casarões fluminenses, impulsionados pela 1.º Mostra de Aquários na Exposição Internacional do Centenário da Independência em 1922, organizada pelo aquarista Rolff Brocca e foi um grande sucesso!

O crescimento do Aquarismo atrai diversos pesquisadores de todo o mundo para o país, entre eles Amanda Bleher, Raphael Mascheville e Hans Grien, este último foi o fundador da primeira loja de aquarismo do país, a Aquário-Rio, e segundo Gastão Botelho (informação pessoal ao naturalista e escritor paulistano Paulo Nogueira-Neto) “o maior aquarista que já tivemos no Brasil”. Ambos coletaram e criaram diversas espécies que hoje nos são muito familiares!

Aparecem aquaristas por todas as grandes capitais da época, na Bahia, em 15 de Março de 1942, foi inaugurado o Pavilhão de Peixes Ornamentais na 8.º Exposição de Pecuária do Estado.

Em São Paulo, o aquarismo cresceu vertiginosamente e de maneira bastante organizada. Em 6 de Junho de 1953 é fundado o Núcleo de Aquarianos da Sociedade Geográfica Brasileira, a primeira associação de aquarismo do país. Os envolvidos foram figuras contundentes para o aquarismo, alguns exemplos:

Dr. Agenor Couto de Magalhães, renomado ictiólogo paulistano, envolvido diretamente no primeiro projeto de reprodução de Pirarucu em cativeiro em 1931, criador de Acarás Bandeiras e muitos outros peixes, sobretudo ciclídeos.

Carlos Stegmann e esposa, criador de diversas espécies de peixes ornamentais, dentre elas, Limpa-Vidros, Corydoras e killifishes.

Werner Carlos Augusto Bokermann, natural de Botucatu, estado de São Paulo, que descreveu diversas espécies de peixes, por exemplo, a espécie de killifish Sympsonichthys bookermani, muito difundida entre kiliófilos brasileiros e de todo mundo, recebe seu nome em sua homenagem.

No mesmo ano, 7 de Novembro de 1943, houve um evento marcante para o aquarismo paulistano e brasileiro: A1.º Exposição de Peixes Ornamentais, realizada no Parque da Água Branca. O sucesso foi estrondoso! O então presidente Jânio Quadros esteve presente em sua inauguração! Milhares de pessoas puderam observar peixes nacionais e exóticos, como os bizarríssimos Betta splendes da Ásia ou o exótico Epiplates dagetti do Continente Negro.

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Fonte: Netuno Aquarium

Os anos do Pós-Guerra (1945 até 1960) marcam o grande salto na evolução no aquarismo brasileiro. O ictiólogo alemão Dr. Herbert Axerold ainda residia em São Paulo, onde, junto com carioca Carlos Eduardo Mafra Machado, os paulistas Renato Palestino e Alcebiades Marques, criavam diversas espécies de peixes, dentre elas, Acarás-Disco e Neons! SIM, reproduzia-se Acará Disco e Neon na São Paulo da década de 50!

No Rio Grande do Sul existem poucas referências disponíveis ao Aquarismo, mas a Piscicultura caminhava bem, sobretudo por conta de uma interessante espécie: o Peixe-Rei Atherinella brasiliensis.

Em 1945 o pesquisador holandês Hermann Kleerekoper conseguiu, na sua estação de piscicultura na Lagoa de Quadros, na bacia do rio Tramandaí, sucesso na reprodução desta espécie em cativeiro e sua criação em açudes para fins comerciais. Tentativas semelhantes em outros estados não deram muito certo, o Peixe-Rei só prospera em regiões bem frias.

Essa experiência fez com que o Rio Grande do Sul exportasse muitos especialistas em piscicultura para todo o mundo, como o gaúcho Sergio Zimmermann, que trabalha na Noruega, utilizando se seus conhecimentos para auxiliar na criação comercial de Bacalhau e Atum. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul ainda é responsável por boa parte da tecnologia em ictiologia e piscicultura do país.

Infelizmente não há dados práticos (ainda) da influência de toda essa experiência em piscicultura no aquarismo da região, mas podemos supor que existem aquaristas gaúchos há muito tempo. Com tantas espécies endêmicas e belíssimas, o grande rio Guaíba cortando a capital, Porto Alegre, supõem-se que o aquarismo tenha surgido, ainda que precariamente, por volta dos anos 20.

O Aquarismo Marinho

Por volta de 1800, já existia a curiosidade em manter animais marinhos em aquários, mas os filtros existentes de lã, cascalho e carvão ativado, ainda eram muito rudimentares para manter um ambiente marinho, e as minúcias do funcionamento e equilíbrio do mar ainda eram desconhecidas. Os aquários marinhos públicos conseguiam algum sucesso, mas com sistemas abertos, ou seja, trocas constantes de água.

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Ilustração de 1880 do Aquário de Brighton, Reino Unido. O primeiro a manter tubarões em exposição. Fonte: aquarticles.com

Nos anos 40 surgiu com a introdução do filtro biológico de fundo foi possível pela primeira vez manter certas espécies marinhas em cativeiro! Ainda por pouco tempo, tudo muito experimental.

Os primeiros aquários marinhos surgiram na Europa e nos EUA, em seguida no Japão, e eram bem diferentes dos aquários atuais. Até meados dos anos 80 os aquários marinhos eram decorados com esqueletos mortos de corais e repletos de algas filamentosas verdes. Aquários “peludos” de tanta alga eram os bons aquários!

Muitos peixes e invertebrados vivem muito bem em aquários montados apenas com este tipo de filtragem hoje dito tão primitivo! Em 1974 houve os primeiros registros da reprodução em cativeiro de algumas espécies de Peixes Palhaço.

Os avanços das pesquisas e o surgimento de novos sistemas de filtragem, como o Skimmer e o filtro Dry Wet, entre 1983 e 1985.

Mas estas inovações ainda não atingiam o sucesso obtido nos anos 60 pelo aquarista indonésio Lee Chin Eng, que mantinha corais vivos em seus aquários livres de algas, assim como espécies de peixes consideradas impossíveis, até então, de viver em cativeiro.

Seus aquários eram montados com grandes quantidades de rochas provenientes das regiões de corais e camada de cascalho bastante espessa iluminados com luz natural e com trocas constantes de água. A esse sistema deram o nome de Sistema Natural.

Inspirados no Sistema Natural, em 1885 surgem na Alemanha os primeiros aquários marinhos de rochas vivas. Não se atribui este grande avanço a um ou outro aquarista, mas a um grupo de entusiastas que, pela observação e muita pesquisa, conseguiram simular boa parte das reações que acontecem nos ambientes marinhos reproduzindo com maior fidelidade seu habitat. A grande sacada deste sistema é criar um ambiente propício para o desenvolvimento de toda uma cepa de bactérias anaeróbicas (que vivem sem oxigênio) que consegue processar o nitrato, elemento resultante do processamento biológico que até então se acumulava no aquário, causando a explosão de algas verdes.

Em 1988 o biólogo da Universidade de Nice Dr. Jean Joubert , França, baseado no modelo primordial do Sistema Natural e com os avanços do Sistema de Rochas Vivas, desenvolveu o Sistema Joubert, em que a camada de cascalho alta criava não só um ambiente propício às bactérias anaeróbicas, como também permitia a reposição de sais carbonatos à água, essenciais para o desenvolvimento de muitos invertebrados.

Mais tarde, em 1989, surgiram os primeiros reatores de cálcio, finalmente era possível manter a grande maioria dos organismos marinhos provenientes da zona de rebentação (praias) até as plataformas continentais (regiões com até 200 metros de profundidade), incluindo muitas espécies de tubarões e arraias, que, apesar de já constarem da lista de espécies dos aquários públicos desde os primeiros Tubarões-Enfermeira ou Lambarús do Aquário de Brington (Reino Unido) em 1876, agora eles poderiam habitar aquários domésticos.

A década de 90 foi responsável por disseminar esses sistemas e seus avanços a aquaristas de todo o mundo, e o desenvolvimento vertiginoso acontece, desde então, por todo o planeta.

O Futuro do Aquarismo

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Apesar de ser um dos maiores fornecedores de espécimes para aquários de todo o mundo, o Aquarismo Brasileiro pouco acrescentou ao desenvolvimento do Hobby.

O Aquarismo continua a crescer por todo o planeta, inclusive em terras tupiniquins. O padrão do aquarista médio tende a melhorar, não por conta da expansão do mercado aquarístico, mas pela preocupação ecológica que desabrocha por toda a parte.

Apesar de ainda haver uma parcela bastante significativa de pessoas que mantém peixes e plantas “descartáveis” (e isso é um fenômeno muito forte em nosso país), há muitos aquaristas conscientes e preocupados em especializar-se.

A destruição de muitos habitats e o aquecimento global destruindo nossos mares faz do aquarismo uma alternativa para a conservação da diversidade biológica de nosso planeta.

O Aquarista do século XXI tem à sua frente a responsabilidade de contribuir com a continuidade, não só do hobby, mas da vida em nosso planeta. A busca pelo crescimento pessoal de cada um de nós é simultaneamente a busca pela conservação e compreensão dos mecanismos biológicos existentes.

Claro que a expansão, também, tem seu lado negativo. A procura pode levar a exploração descontrolada desses recursos naturais ao ponto da depredação. A disseminação de espécimes importados que eventualmente caiam nas mãos de pessoas despreparadas ou de má indole podem acabar com populações inteiras soltas na natureza, predando espécies nativas.

Além da responsabilidade de manter o ser vivo, o aquarismo ruma para a responsabilidade ambiental. Sobretudo em países como o nosso, em que a ictiofauna, apesar de bastante depredada pelas centenas de anos de descaso, ainda resiste bravamente como uma das mais belas e as mais variadas do planeta.

Referências:

Vida no Aquário, Editora 3;
www.aquariofiliaonline.com.pt;
A Criação de Animais Indígenas Vertebrados, Paulo Nogueira-Neto;
O Aquário, Gastão Botelho;
Plantas Hidrófilas e seu Cultivo em Aquário, Marcelo Notare;
Revista Aquarista Jr., diversas edições;
Revista Habitat, diversas edições;
Revista Tropical Fish Hobbist, diversas edições;
www.centralpets.com;
The Elasmobranch Husbandry Manual;
Sergio Zimmermann;
Jim Stime;
Meu especial agradecimento à valiosa colaboração e imagens gentilmente cedidas pelo Sr. Junio da NETUNO AQUARIUM

Sobre Edson Rechi 629 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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