Bagre de pedra (Heptapterus mustelinus)

 

Heptapterus mustelinus (Valenciennes, 1835)

Foto de Julian Dignall (c) em planetcatfish.com

Nome Popular: Bagre de pedra, Lambira, Bagre Enguia — Inglês: Weasel Catfish

Ordem: Siluriformes — Família: Heptapteridae (Heptapterídeos)

Distribuição: América do Sul, bacias dos rios da Prata e Uruguai

Tamanho Adulto: 26 cm (comum 15 cm)

Expectativa de Vida: desconhecido

pH: 6.0 a 7.6 — Dureza: 5 a 8

Temperatura: 18°C a 26°C

Aquário Mínimo: 80 cm comprimento X 40 cm largura — Espécie robusta, suportando uma grande faixa de ph, proveniente de rios com correnteza moderada a forte. É recomendável ter uma boa oxigenação da água. Substrato deverá ser preferencialmente arenoso e macio.

Comportamento & Compatibilidade: Levemente territorialista com a própria espécie ou peixes de hábitos e tamanhos semelhantes. Pacífico com outras espécies. Relativamente ativo durante o dia desde que nenhum peixe maior o importune. Durante o período noturno é ainda mais ativo, nadando por todo o aquário.

Possui um corpo bem flexível e é singular o seu comportamento, costumando fuçar a superfície do substrato e fica bastante tempo sobre ele, pelo qual é necessário ter um substrato fino e macio por esta razão. Fornecer esconderijos, adora se esconder em camas de folhas. Nunca foi observado predação de peixes.

Alimentação: Embora possua hábito detritívoro, naturalmente esta espécie se alimenta principalmente de vermes, crustáceos, artrópodes aquáticos (adultos ou ninfas/larvas), sendo os artrópodes em maior quantidade, ou seja, majoritariamente insetívoro. Sua boca é um tanto diminuta para um bagre, de pouca abertura. Existem estudos acadêmicos em que dezenas de exemplares foram coletados para averiguar o conteúdo estomacal e não foi encontrado peixes, apenas detritos e invertebrados de variadas ordens, embora peixes pequenos e predáveis fossem amplamente presentes no habitat.

Em cativeiro costuma aceitar rações pequenas e macias, até mesmo flocada quando afunda, porém, pode levar algum tempo sendo necessário ter alimentos vivos para fornecer como minhocas, vermes e camarão em pedaços pequenos que consiga ingerir.

Reprodução: Desconhecido.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas são maiores e sua região ventral mais roliça.

Biótopo: Ocorre em pequenos rios, córregos e ribeirões de águas rápidas com fundo majoritariamente rochoso. Encontrado em regiões muito frias no sul do Brasil onde costumeiramente atingem temperaturas tão baixas ao ponto de ocorrer geadas.

Etimologia: Heptapterus do Grego Epta = sete, Pteron = asas, fazendo alusão as sete nadadeiras raiadas típicas da família Heptapteridae. Mustelinus faz alusão aos tons de castanho do animal.

Sinônimos: Heptapterus eigenmanni, Pimelodus mustelinus

Informações adicionais: Peixe com as características típicas dos bagres, porém, com uma proporção muito mais alongada, especialmente após a nadadeira dorsal que lhe rendeu o nome de bagre enguia em alguns lugares.

Tem uma peculiaridade aonde sua nadadeira caudal se funde a nadadeira adiposa e volta por baixo em direção a cabeça do peixe. Não possui os típicos primeiros raios endurecidos funcionando como ferrões como na maioria dos bagres.

Sua boca e barbilhões são relativamente adaptados para ajudar a procurar suas presas no fundo rochoso e em cama de folhas e sendo mais curtos que de outros bagres da mesma família, dificilmente ultrapassando a nadadeira peitoral.

Seu corpo apresenta coloração marrom acinzentado com uma mancha mais escura na parte superior após a cabeça e duas manchas escuras, tocando duas manchas claras na parte superior próximo da nadadeira dorsal.

O gênero sofrerá revisão, uma vez que para cada pequena região de sua faixa de ocorrência temos pequenas diferenças morfológicas, o que levará a novas espécies serem descritas.

No Brasil pode ser encontrado nos estados do Paraná (native), Rio Grande do Sul (native) e Santa Catarina (native).

Referências:

  • Fuster, Dario Ruben Faustino – Revisão taxonômica de Heptapterus mustelinus (Valenciennes, 1835) (Siluriformes: Heptapteridae)
  • Villalobo, I. y Silverio Reyes, M. J.Alimentación de Heptapterus Mustelinus (Siluriformes, Pimelodidae), en el Río Los Puestos, Catamarca (Argentina) .
  • Faustino-Fuster, Dario R. [1, 2] ; Bockmann, Flavio A. [3] ; Malabarba, Luiz R. Two new species of Heptapterus (Siluriformes: Heptapteridae) from the Uruguay River basin, Brazil
  • Pilar Pereira, Luiz Henrique Garcia – Diversidad genética y estruturación poblacional del bagre de riachuelo Heptapterus Mustelinus.
  • Bockmann, F.A. and G.M. Guazzelli, 2003. Heptapteridae (Heptapterids). p. 406-431. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Doebber, C., D.A. Antonetti and U.H. Schulz, 2017. Length-weight relationships for 19 headwater fish species from streams in the Sinos River basin, southern Brazil. J. Appl. Ichthyol.

Ficha por (Entered by): Matheus Eduardo Gianesini — Março/2021
Colaboradores (collaboration): —

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