Tetra Ulrey (Hemigrammus ulreyi)

Hemigrammus ulreyi (Boulenger, 1895)

Foto: Wikipedia

Nome Popular: Tetra Ulrey — Inglês: Broken-line Tetra, Ulrey’s tetra

Ordem: Characiformes — Família: Characidae (Caracídeos)

Distribuição: América do Sul, bacia do rio Paraguai

Tamanho Adulto: 4.4 cm

Expectativa de Vida: 3 a 5 anos +

pH: 5.8 a 7.2 — Dureza: < 10

Temperatura: 23°C a 28°C

Aquário Mínimo: 60 cm (comprimento) X 30 cm (largura) desejável — Prefere aquário com plantas formando áreas sombreadas. Mostram-se mais coloridos e ativos quando mantidos em aquário plantado com áreas abertas para natação. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional) como decoração.

Comportamento & Compatibilidade: Espécie pacífica e gregária que forma hierarquia livre, podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de tamanho diminuto. Será importante manter em cardume com pelo menos 10 espécimes para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.

Alimentação: Onívoro. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Reprodução: Ovíparo. O macho conduzirá a fêmea liberar os ovos, que serão fecundados e sua maioria irá para o fundo do substrato ou aglomerado de plantas. Eclodem em entre 24h e 48h e larvas estarão nadando livremente após 48 h. Pais não exibem cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas são ligeiramente maiores e mais roliças que os machos, principalmente na região ventral. Machos adultos possuem corpo retilíneo e são ligeiramente mais coloridos.

Biótopo: —

Etimologia: Hemigrammus Grego, hemi = metade + grego, gama = sinal.  Ulreyi, em homenagem ao biólogo Albert B. Ulrey.

Sinônimos: Tetragonopterus ulreyi

Informações adicionais: Distribuído na bacia do rio Paraguai no Brasil e Argentina.

Muitas outras espécies são frequentemente identificadas erroneamente como H. ulrey.

Como todo Hemigrammus, o status taxonômico desta espécie é atualmente Incertae Sedis, ou seja, incerto. O gênero é atualmente usado como algo que serve para mais de 70 espécies de pequenos caracídeos. A maioria dos especialistas concordam que é necessário uma revisão completa, com o provável resultado de que muitas espécies serão colocadas em gêneros novos ou diferentes.

Referências:

  • Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Lopez, H.L., R.C. Menni and A.M. Miguelarena, 1987. Lista de los peces de agua dulce de la Argentina. Biologia Acuatica No. 12, 50 p. (Instituto de Limnologia “Dr. Raul A. Ringuelet”).
  • López, H.L., A.M. Miquelarena and R.C. Menni, 2003. Lista comentada de los peces continentales de la Argentina. ProBiota Serie Técnica y Didáctica

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Novembro/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 696 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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