Flying fox (Epalzeorhynchos kalopterus)

Epalzeorhynchos kalopterus (Bleeker, 1850)

Nome Popular: Raposa Voadora — Inglês: Flying fox

Ordem: Cypriniformes — Família: Cyprinidae (Cyprinídeos)

Distribuição: Ásia, sudeste asiático

Tamanho Adulto: 16 cm (comum: 12 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.0 a 8.0 (em aquário ideal manter próximo do neutro) — Dureza: 5 a 8

Temperatura: 20°C a 28°C

Aquário Mínimo: 80 cm X 30 cm X 40 cm (96 L) – espécie pouco exigente com a decoração do aquário, no entanto ficará mais a vontade com a configuração projetada com bastante rochas e raízes. Plantas podem ser utilizadas, mesmo as de folhas macias. Como muitos peixes que habitam naturalmente ambiente lótico, é bastante intolerante ao acúmulo de resíduos orgânicos e ficará melhor se houver um alto nível de oxigênio dissolvido e um movimento moderado da água.

Comportamento: No geral é um peixe pacífico. A medida que amadurece pode se tornar agressivo e territorial com outros peixes de morfologia similar, vide outros comedores de algas (espécies semelhantes fisicamente).

Compatibilidade: Pode ser mantido em aquário comunitário com peixes de porte compatível. Em seu ambiente natural vive solitariamente e só mantém contato com outros de sua espécie em época de reprodução. Esses instintos aumentam à medida que os peixes envelhecem. Razão pelo qual deverá evitar criar com outros da mesma espécie, exceto se o aquário for grande o suficiente (300L +) e possuir bastante refúgios para abrigá-los.

Alimentação: Onívoro, em seu ambiente natural se alimenta de algas, pequenos crustáceos, larvas de insetos, etc. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos, porém deve-se fornecer regularmente pequenos alimentos vivos e congelados como Bloodworm, Daphnia e Artemia, além de alimentos vegetais frescos como ervilhas descascadas, pepino, abobrinha, espinafre e frutas picadas.

Reprodução: Ovíparo, sua reprodução em aquários particulares é desconhecida, mas grandes números são reproduzidos para o comércio ornamental com a ajuda de hormônios.

Dimorfismo Sexual: As fêmeas sexualmente maduras são visivelmente mais encorpadas que os machos, mas é impossível fazer a distinção quando juvenis.

Biótopo: Tem sido observado com maior frequência em substratos arenosos ou rochosos em riachos e rios. Conhecido por se deslocar sazonalmente para áreas inundadas ou áreas florestais durante a estação chuvosa. Comumente coletado a partir da superfície inferior de objetos flutuantes, como barcos e casas flutuantes.

EtimologiaEpalzeorhynchos; do grego Epalzeo, que tem uma derivação e significado não confirmados, mas é frequentemente relatado incorretamente como “curativo” (pode significar “chifre” em referência a uma protuberância em forma de cone no focinho de Epalzeorhynchos spp.) + grego rhynchos, que significa ‘focinho, bico’. Kalopterum; do grego kálos, que significa ‘belo, adorável’ + pterón, que significa ‘pena, asa’, em referência às nadadeiras avermelhadas.

Sinônimos: Barbus kalopterus

Informações adicionais: Sua distribuição aparentemente se restringe ao sul da Tailândia, Península da Malásia e Ilhas da Grande Sonda de Bornéu, Sumatra e Java, embora registros recentes de sua ocorrência sejam bastante escassos. A extensão de sua distribuição atual também não é clara, uma vez que muitas populações diminuíram ou desapareceram completamente nas últimas décadas. Certamente, os exemplos selvagens estão indisponíveis no comércio ornamental, com peixes disponíveis a venda provavelmente originários de fazendas comerciais.

Frequentemente vendido como comedor de algas e de fato se alimenta delas, porém não o faz com a mesma eficiência como as espécies do gênero Crossocheilus. Pode ser confundido com outras espécies como Garra cambodgiensis e Crossocheilus oblongus, mas exibe características únicas como a base de suas nadadeiras pretas contornadas por bordas brancas e vermelhas, além da presença de dois barbilhões. Além destes, uma extensa faixa lateral amarelada superior acompanha outra faixa negra em seus flancos.

Referências:

  1. Kottelat, M., A.J. Whitten, S.N. Kartikasari and S. Wirjoatmodjo, 1993. Freshwater fishes of Western Indonesia and Sulawesi. Periplus Editions, Hong Kong.
  2. Kottelat, M. and E. Widjanarti, 2005. The fishes of Danau Sentarum National Park and the Kapuas Lakes area, Kalimantan Barat, Indonesia. Raffles Bull. Zool. Supplement
  3. Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Junho/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 594 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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