Badis Red Melon (Dario hysginon)

Dario hysginon (Kullander & Britz, 2002)

Ficha Técnica

Ordem: Perciformes — Família: Badidae (Badídeos)

Nomes Comuns: Badis Red Melon — Inglês: red melon Dario, flame red Dario

Distribuição: Ásia, endêmico de Myanmar

Tamanho Adulto: 3 cm

Expectativa de Vida: 3 anos

Comportamento: pacífico

pH: 6.5 a 7.5 — Dureza: 4 a 12

Temperatura: 18°C a 26°C

Distribuição e habitat

Endêmico de Myanmar, onde foi registrado em pequenos riachos e afluentes perto da cidade de Myitkyina, no estado de Kachin, bem como no lago Indawgyi, o maior lago do interior do Sudeste Asiático, em todos os habitats conhecidos no sistema do rio Irrawaddy / Ayeyarwady.

Outras coletas ocorreram mais ao sul, perto da cidade de Mandalay. Estas populações mostraram variar ligeiramente na merística em comparação com as do norte do país (Kullander e Britz, 2002).

Exibe uma preferência registrada por piscinas pequenas, muitas vezes turvas, com crescimentos densos de plantas aquáticas ou gramíneas submersas. Fluxo de água lento e substrato arenoso.

D. hysginon ocorre simpatricamente com Badis coryceeus e B. kyar com os três ocupando diferentes nichos ecológicos. Vários outros peixes foram encontrados neste local, espécies de Acanthocobitis, Schistura, Danio e Puntiusa pillaia, Indostomus e Microphis .

No Lago Indawgyi ocorre ao lado de B. coryceeus, ambas as espécies foram coletadas em zonas marginais com grande presença de vegetação.

Espécime fêmea

Descrição

De acordo com Kullander e Britz (2002), D. hysginon é o mais abundante em zonas marginais e pantanosas contendo água estagnada com peixes simpatricos, incluindo espécies de Parasphaerichthys ocellatus ,Heteropneustes fossilis , Oryzias , Esomu , Channa e Anabas; todos habitantes típicos de ambientes privados de oxigênio.

Entre seus congêneres, D. dayingensis é o mais parecido, uma vez que difere apenas em algumas contagens merísticas e pelo tamanho adulto um pouco maior.

Eles compartilham algumas características com os Anabantídeos e Nandídeos; mais notável entre aquaristas, como o abraço típico de reprodução em que o macho envolve seu corpo em torno do da fêmea.

Estudos recentes concluíram que este procedimento é um traço antigo herdado de um antepassado comum para todas essas famílias. Todas as espécies de BadisDario e Nandus compartilham uma coluna vertebral excepcionalmente bifurcada na penúltima vértebra, e isso pode representar evidências de monofilia desse grupo. Nandidae e Badidae são separados apenas por diferenças na morfologia e estrutura, embora as relações filogenéticas entre eles ainda não tenham sido completamente estudadas.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 40 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

Ficam melhores quando mantidos em aquário densamente plantado com substrato arenoso ou fino.

Preferem temperaturas mais amenas, mas toleram temperaturas mais extremas em curto tempo.

Comportamento

Apresenta comportamento pacífico, sendo ideal para aquário comunitário com peixes de tamanho diminuto escolhidos criteriosamente, embora o ideal seja mantê-los em aquário monoespécie dada sua natureza tímida e dificuldade em competir por alimentos com peixes mais rápidos.

Os machos podem ser muito agressivos uns com os outros, especialmente em espaços pequenos. Em pequenos aquários mantenha apenas um único casal ou um macho e várias fêmeas. Em ambiente mais espaçoso um pequeno grupo poderá ser criado, desde que cada macho tenha espaço suficiente para estabelecer seu território. 

Reprodução

Ovíparo. Formam pares temporários, machos formam territórios e começam a exibir comportamento típico de reprodução com as cores de seu corpo bastante intensificadas. Este comportamento pode ser prolongado por vários dias com a fêmea sendo perseguida frequentemente e cortejada inúmeras vezes.

A desova ocorre em objetos de superfície plana e sólida. Pós desova o macho costuma expulsar a fêmea e cuidará dos ovos até que os alevinos eclodam, que deve ocorrer entre dois a três dias. Permanecem no saco vitelínico por mais uma semana, quando estarão nadando livremente sem a supervisão do pai.

Dimorfismo Sexual

Machos são maiores e mais coloridos. Além de possuírem nadadeira pélvica, dorsal e anal mais prolongadas a medida que amadurecem.

Fêmeas são menores, menos coloridas com barras indefinidas. O perfil de seu corpo é visivelmente mais curto.

Alimentação

É um micro predador se alimentando de pequenos crustáceos aquáticos, vermes, larvas de insetos e zooplancton em seu ambiente natural.

Em aquário dificilmente aceitam alimentos secos, mas com alguma paciência a treinamento podem vir a aceitar. Fornecer regularmente alimentos vivos como artêmias, Daphnia, entre outros micro vermes.

Por possuir comportamento sedentário, pode desenvolver problema com obesidade se for alimentado excessivamente.

Etimologia:

Dario: derivado do epíteto específico da espécie, dario, que por sua vez é de seu nome Bangla, Darhi. 

hysginon : grego, que significa “escarlate ou carmesim”, em referência à coloração vermelha evidente dos machos.

Sinônimos: não possui

Referências

  1. Kullander, S.O. and R. Britz, 2002. Revision of the family Badidae (Teleostei: Perciformes), with description of a new genus and ten new species. Ichthyol. Explor. Freshwat.
  2. Vianna, M. and J.R. Verani, 2002. Biologia populacional de Orthopristis ruber (Teleostei, Haemulidae) espécie acompanhante da pesca de arrasto do camarão-rosa, no sudeste brasiliero. Atlântica

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Dezembro/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 696 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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