Acará Iporanga (Geophagus iporangensis)

Geophagus-iporangensis

Geophagus iporangensis (Haseman, 1911)

Nome Popular: Cará Iporanga, Acará, Papa Terra — Inglês: Cichlid Eartheater “Iporanga”

Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Origem: América do sul, bacia do rio Ribeira de Iguape

Tamanho Adulto: 10 cm

Expectativa de Vida: 8 anos

Temperamento: Variável

Aquário Mínimo: 100 cm X 40 cm X 50 cm (200 L)

Temperatura: 20°C a 28°C

pH: 6.0 a 7.4 – Dureza: 3 a 8

Visão Geral

Sua área de distribuição situa-se no sudeste do Brasil, nomeadamente no Ribeira de Iguape (São Paulo), que forma a bacia hidrográfica do rio Ribeira e o Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananeia e Paranaguá, denominada Vale do Ribeira. Habita ambientes de águas paradas, mas também é encontrado nos rios, especialmente nos remansos ou nas margens com vegetação abundante. Ocasionalmente pode ser encontrado em água salobra.

Espécimes selvagens apresentam diferenças significativas na cor do corpo e padronização dependendo da localidade. É possível que as espécies como atualmente reconhecidos pode vir a representar um grupo de taxa intimamente relacionados e devem ser realizados estudos adicionais.

Originalmente esta espécie foi descrita como uma subespécie de G. brasiliensis. Quando juvenis, ambas as espécies são extremamente idênticas, porém G. iporangensis difere de G. brasiliensis por crescer menos e apresentar corpo mais alongado e menos profundo, além de um forte tom vermelho nas bordas das nadadeiras.

Aquário & Comportamento

Aquário de 200 litros para abrigar um espécime ou casal, para aquário comunitário considere 300 litros ou mais. O aquário deverá possuir preferencialmente substrato arenoso e macio, além de iluminação relativamente fraca. Troncos e rochas podem ser utilizados para minimizar sua agressividade e territorialismo.

Seu comportamento é variável com tendência a moderadamente pacífico e territorialista com outros ciclídeos de mesmo formato e cores. Apesar da agressividade, são tímidos ao olhar do observador, porém muito resistentes e belos. Possuindo uma definição de cores bastante interessante.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. São peixes que põem os ovos no substrato. Durante o ritual de acasalamento, a fêmea depositará os ovos. No seu meio natural, o casal escolhe normalmente um lugar entre duas rochas. A fêmea enquanto se ocupa dos ovos, que eclodem ao fim de 3 ou 4 dias, o macho defende o território de possíveis predadores. Depois de nascerem, os alevinos são transportados pelos pais para pequenas crateras escavadas na areia para esse efeito.

O dimorfismo sexual é bastante evidente. Em época de reprodução, os machos da espécie desenvolvem uma protuberância (calo nupcial) na testa, dando-lhes um ar mais varonil. No macho a nadadeira caudal é arredondada e a nadadeira dorsal bastante longa acabando em bico. As fêmeas são menores que os machos e apresentam nadadeira dorsal com ponta levemente arredondada.

Alimentação

Onívoro. Em seu ambiente natural se alimenta de uma ampla variedade de alimentos como matéria vegetal, invertebrados aquáticos, pequenos peixes e matéria orgânica, estes triados com sua boca protrátil. Em cativeiro aceitarão prontamente alimentos secos, vivos e congelados.

Etimologia: Geophagus (Grego), geo = terra + grego, phagus = comer. Iporangensis = em alusão a cidade de Iporanga (SP), local de sua captura.

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Referências

  1. Kullander, S.O., 2003. Cichlidae (Cichlids). p. 605-654. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  2. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  3. Farias, IP, G. Ortí and A. Meyer, 2000 – The Journal of Experimental Zoology 288(1): 76-92 Total evidence: molecules, morphology, and the phylogenetics of cichlid fishes.
  4. Haseman, JD, 1911 – Annals of the Carnegie Museum v. 7 (nos 3-4) (18): 329-373 An annotated catalog of the cichlid fishes collected by the expedition of the Carnegie Museum to central South America, 1907-10.
  5. López-Fernández, H., RL Honeycutt, MLJ Stiassny and KO Winemiller, 2005 – Zoologica Scripta 34(6): 627-651 Morphology, molecules, and character congruence in the phylogeny of South American geophagine cichlids (Perciformes, Labroidei).

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Junho/2016

Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 734 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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