Botia Imperador (Botia udomritthiruji)

 

Botia udomritthiruji (Ng, 2007)

Espécime macho adulto. Foto de Mark Duffill (c)

Nome Popular: Botia Imperador — Inglês: Emperor Loach

Ordem: Cypriniformes — Família: Botiidae (Botídeos)

Distribuição: Ásia; rio Tenasserim em Mianmar

Tamanho Adulto: 15 cm (comum 11 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.0 a 6.5 — Dureza: <10

Temperatura: 24°C a 28°C

Aquário Mínimo: 100 cm comprimento X 40 cm largura — substrato deverá ser arenoso e macio, evite substratos pontiagudos. Opções de decoração podem ser compostos por rochas lisas de seixo, além de raízes e galhos formando refúgios. Tampe bem o aquário, eventualmente podem saltar para fora.

Comportamento & Compatibilidade: É um peixe pacífico e gregário, formando hierarquias complexas e devem ser mantido em grupos de pelo menos 5 ou 6 espécimes, preferencialmente 10 ou mais. Pode ser mantido em aquário comunitário.

Alimentação: Onívoro. Sua dieta natural compreende moluscos aquáticos, insetos, vermes e outros invertebrados. Secundariamente matéria vegetal. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e congelados. Fornecer alimentos de origem vegetal com alguma frequência, assim como alimentos vivos.

Reprodução: Não existe informações de sua reprodução em cativeiro.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas maduras sexualmente possuem região abdominal mais cheia e redonda, normalmente são mais encorpadas que os machos.

Biótopo: Desconhecido, provavelmente semelhante a outros membros do gênero.

Etimologia: udomritthiruji: Nomeado em homenagem a Kamphol Udomritthiruj, por fornecer material e informações associados a esta espécie.

Sinônimos:

Informações adicionais: Espécie recém descrita, foi capturada pela primeira vez em 1993 no rio Tenasserim. Esta área não possui fácil acesso para os coletores de peixes devido a conflitos ocasionais entre as forças armadas de Mianmar e grupos rebeldes, o que torna a espécie bastante rara no aquarismo sendo considerado o “Santo Graal” entre os entusiastas de Botias. Apesar de serem conhecidos desde 1993, poucos peixes foram exportados e sempre com um preço muito alto devido a raridade e conveniência.

Curiosamente, algumas observações sugerem que o comportamento do peixe alfa parece afetar de todo o grupo, embora estudos científicos sobre o comportamento do Botideos são praticamente inexistentes. Alguns espécimes naturalmente são mais ousados ​​ou mais agressivos que outros e o alfa normalmente é o maior espécime do grupo e não raramente uma fêmea.

Possuem comportamento interessante no qual espécimes mais jovens nadam lado a lado com os mais velhos, imitando todos os seus movimentos. Os menores podem simular os maiores simultaneamente com até três ou quatro peixes de cada lado. A razão deste comportamento é desconhecido, mas pode estar relacionado a um grupo que permanece em contato um com o outro quando os rios enchem durante os períodos de inundação, talvez reduzindo o atrito nadando ‘em formação’ ou tendo alguma outra função comunicativa.

Podem fazer barulho similar a estalos durante a alimentação ou quando animados, este som é produzido pela moagem de seus dentes localizados na faringe.

Outra curiosidade é a chamada “dança”, no qual envolve o grupo inteiro nadando de maneira constante e inquieta pelas laterais do aquário. As razões para este comportamento também são desconhecidas, mas os gatilhos mais comuns parecem ser o fornecimento de alimentos vivos, durante a troca de água ou adição de novos adornos no aquário.

Os botídeos também costumam se acomodar em ângulos peculiares, presos verticalmente ou de lado entre itens de decoração, ou mesmo deitados no substrato. Possuem espinhos suboculares afiados, móveis e normalmente ocultos em uma espécie de bolsa de pele, mas erigidos quando um indivíduo é estressado, por exemplo, se removido da água.

Não apresentam escamas, sendo bastante sensível a produtos químicos adicionados na água, principalmente medicações. É bastante propenso a doenças de pele.

Espécime juvenil. Foto de Kamphol Udomritthiruj (c)
Foto de Kamphol Udomritthiruj (c)

Referências:

  • Ng, HH, 2007 – Zootaxa 1608: 41-49
    Botia udomritthiruji , a new species of botiid loach from southern Myanmar (Teleostei: Botiidae).
  • Grant, S. – Ichthyofile Number 2: 1-106
    Fishes of the genus Botia Gray, 1831, in the Indian region (Teleostei: Botiidae).
  • Kottelat, M., 2004 – Zootaxa 401: 1-18
    Botia kubotai , a new species of loach (Teleostei: Cobitidae) from the ataran River basin (Myanmar), with comments on botiinae nomenclature and diagnosis of a new genus.
  • Botia udomritthiruji em Loaches Online

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Fevereiro/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 827 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

1 Comentário

  1. Em formato ela lembra muito as YoYo, já nas listras e cores é bem diferenciada, nunca vi uma a venda em lojas no Brasil, por isso na matéria deixa bem claro como é rara.
    Mas é linda!

     

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*