Botia Zebra (Botia striata)

 

Botia striata (NarayanRao, 1920)

Foto: Klaus Rudloff – www.biolib.cz

Nome Popular: Botia Zebra — Inglês: Zebra loach

Ordem: Cypriniformes — Família: Botiidae (Botídeos)

Distribuição: Ásia: Ghats Ocidental e Maharashtra na Índia.

Tamanho Adulto: 8 cm

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: 5 a 12

Temperatura: 23°C a 28°C

Aquário Mínimo: 80 cm comprimento X 30 cm largura — substrato deverá ser arenoso e macio, devendo evitar substratos pontiagudos. Opções de decoração podem ser compostos por rochas lisas de seixo, além de raízes e galhos formando refúgios. Tampe bem o aquário, eventualmente podem saltar para fora. Ao contrário de outras Botias de corredeiras que preferem ambiente lótico, esta espécie deve ser mantida em águas mais calmas e bem oxigenadas.

Comportamento & Compatibilidade: É um peixe pacífico e gregário, formando hierarquias complexas e devem ser mantidas em grupos de pelo menos 5 ou 6 espécimes, preferencialmente 10 ou mais. Quando mantidos sozinhos, podem tornar-se retraídos ou agressivos em relação a peixes com formas semelhantes. Outros peixes de longas nadadeiras ou de movimentação muito lenta devem ser evitados. É uma espécie tímida que passará a maior parte do tempo escondida e refugiada.

Alimentação: Onívoro. Sua dieta natural compreende moluscos aquáticos, insetos, vermes e outros invertebrados. Secundariamente matéria vegetal. Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e congelados. Fornecer alimentos de origem vegetal com alguma frequência.

Reprodução: Não existe informações de sua reprodução em cativeiro, embora alguns, incluindo B. striata, estejam sendo reproduzidos comercialmente através do uso de hormônios. Infelizmente, essa prática foi levada a um nível diferente nos últimos anos, com vários híbridos aparecendo no mercado.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas maduras sexualmente possuem região abdominal mais cheia e redonda.

Biótopo: Ocorre em córregos nas montanhas, normalmente em substrato constituído por rocha, pedregulhos, pedras, cascalho, areia e serapilheira em ordem decrescente de abundância. Vegetação na superfície da água encontrada em alguns trechos dos córregos.

Etimologia: Do latim striatus , significando ‘estriado’ ou ‘listrado’ em referência ao padrão de cores dessa espécie.

Sinônimos: Botia dayi, Botia striata kolhapurensis

Informações adicionais: Distribuído em córregos das montanhas de Maharashtra e Western Ghats, na Índia.

Esta espécie é talvez a melhor escolha de Botia para um aquário comunitário, devido o seu tamanho adulto e natureza pacífica.

Eles são caracterizados pelo padrão do corpo, consistindo de uma base amarela a dourada com 7-9 listras corporais azuis, verdes, cinza ou pretas, geralmente com listras mais finas e leves entre elas. Em alguns indivíduos o padrão de listras podem variar em um processo conhecido como anastomose.

Curiosamente, algumas observações sugerem que o comportamento do peixe alfa parece afetar de todo o grupo, embora estudos científicos sobre o comportamento do Botideos são praticamente inexistentes. Alguns espécimes naturalmente são mais ousados ​​ou mais agressivos que outros e o alfa normalmente é o maior espécime do grupo e não raramente uma fêmea.

Possuem comportamento interessante no qual espécimes mais jovens nadam lado a lado com os mais velhos, imitando todos os seus movimentos. Os menores podem simular os maiores simultaneamente com até três ou quatro peixes de cada lado. A razão deste comportamento é desconhecido, mas pode estar relacionado a um grupo que permanece em contato um com o outro quando os rios enchem durante os períodos de inundação, talvez reduzindo o atrito nadando ‘em formação’ ou tendo alguma outra função comunicativa.

Podem fazer barulho similar a estalos durante a alimentação ou quando animados, este som é produzido pela moagem de seus dentes localizados na faringe.

Outra curiosidade é a chamada “dança”, no qual envolve o grupo inteiro nadando de maneira constante e inquieta pelas laterais do aquário. As razões para este comportamento também são desconhecidas, mas os gatilhos mais comuns parecem ser o fornecimento de alimentos vivos, durante a troca de água ou adição de novos adornos no aquário.

Os botídeos também costumam se acomodar em ângulos peculiares, presos verticalmente ou de lado entre itens de decoração, ou mesmo deitados no substrato. Possuem espinhos suboculares afiados, móveis e normalmente ocultos em uma espécie de bolsa de pele, mas erigidos quando um indivíduo é estressado, por exemplo, se removido da água.

Não apresentam escamas, sendo bastante sensível a produtos químicos adicionados na água, principalmente medicações. É bastante propenso a doenças de pele, principalmente flagelados do gênero Spironucleus.

Foto de Bogdan J. Janiczak (c) 

Referências:

  • Talwar, P.K. and A.G. Jhingran, 1991. Inland fishes of India and adjacent countries. vol 1. A.A. Balkema, Rotterdam.
  • Menon, A.G.K., 1999. Check list – fresh water fishes of India. Rec. Zool. Surv. India, Misc. Publ., Occas. Pap. No. 175
  • Baensch, H.A. and R. Riehl, 1985. Aquarien atlas. Band 2. Mergus, Verlag für Natur-und Heimtierkunde GmbH, Melle, Germany.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Janeiro/2020
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 785 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

2 Comentário

  1. Muito difícil de achar esta espécie para compra em São Paulo, as mais comuns são as palhaço e YoYo!
    Tenho 2 palhaço no meu comunitário, uma delas já deve ter uns 8 anos, são lindas e tem um nado e jeito de dormir único as vezes de cabeça para baixo, quem não conhece acha que o peixe morreu.

     
  2. Há outras pequenas especies de botias muito citadas na literatura estrangeira, como a botia pigmeia (Ambastaia sidthimunki) e a zebra Ana (Micronemacheilus cruciatus). Mas como o colega já mencionou acima, elas raramente dão as caras em território tupiniquim.

     

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