Embrião de peixe-zebra é vencedor do concurso Nikon Small World

Esse rosto de um embrião de peixe-zebra (Danio rerio) de 4 dias de idade representa “uma nova fronteira na área da pesquisa”, garante o geneticista Oscar Ruiz, que estuda como rostos e anomalias faciais se desenvolvem a nível celular.

A pesquisa é possível graças a um novo método, desenvolvido por Ruiz e seus colegas do Centro de Câncer Anderson, na Universidade do Texas MD. Uma técnica chamada chamada microscopia confocal captura imagens como essa acima, vencedora do primeiro lugar do concurso de fotografia da Nikon Small World desse ano.

O embrião foi eutanasiado antes de ter sua foto tirada, mas Ruiz está experimentando formas de tirar esse tipo de fotografia em embriões vivos, anestesiados. A câmera tira uma imagem a cada cinco minutos, durante até 48 horas, o que significa que podemos observar o desenvolvimento do embrião.

Até agora, a equipe observou embriões que variavam entre 1 e 6 dias de idade. Os pesquisadores estão compilando as imagens em um atlas que documento os estágios de desenvolvimento do rosto do peixe-zebra. Eles planejam utilizar ferramentas poderosas de edição de genes, para alterar os genes envolvidos em anomalias faciais em peixes e, em seguida, observar que mudanças ocorrem. A pesquisa poderia um dia ser usada para entender como uma fissura labial, por exemplo, se desenvolve em seres humanos, e possivelmente até mesmo tratá-la.

Na imagem acima, mostrada a uma ampliação de 10x, as células basais (verdes) na camada inferior de pele dão origem à células de pele de superfície mais desenvolvida (vermelha). Os núcleos celulares aparecem em azul.

Você pode achar, em um primeiro momento, que os dois buracos no meio do rosto do embrião representam o lugar onde nascerão os olhos. Mas não. Os olhos nasceram nas duas grandes protuberâncias de cada lado do rosto, os buracos são tecidos olfativos em desenvolvimento.

Publicado em 16/12/2016

Sobre Edson Rechi 638 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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