Barbo Jae (Barbus jae, Enteromius jae)

 
Enteromius jae (Boulenger, 1903)
Macho de Barbus jae

Ficha Técnica

Ordem: Cypriniformes — Família: Cyprinidae (Ciprinídeos)

Nomes Comuns: Barbo Jae — Inglês: Jae barb

Distribuição: África, vários rios da África Ocidental

Tamanho Adulto: 3,5 a 4 cm

Expectativa de Vida: 5 anos +

Comportamento: pacífico, gregário

pH: 5.0 a 6.5 — Dureza: < 5

Temperatura: 18°C a 24°C

Distribuição e habitat

Nativo dos países da África Ocidental: Camarões, Guiné Equatorial, Gabão, República do Congo e República Democrática do Congo.

Ocorre em rios lênticos e rasos com densa vegetação marginal. A água apresenta coloração marrom (blackwater) devido a liberação de taninos e outros químicos liberados pela decomposição de matéria vegetal e raízes espalhados pelo substrato. Este ambiente é caracterizado por possuir pH bastante ácido e dureza praticamente nula.

Tal como outros Barbos africanos encontrados em florestas tropicais, prefere água ligeiramente mais gelada com temperatura variando entre 18°C e 24°C, além de iluminação moderada devido o sombreamento de árvores altas nas margens do rio.

Fêmea de Barbus jae

Descrição

Populações coletadas de diferentes localidades são conhecidas por variar tanto na coloração como na padronização. Espécimes machos da bacia do rio Nyong apresentam coloração vermelha uniforme em condições de reprodução, enquanto espécies de Awae exibem esta coloração somente na metade traseira do corpo.

Espécimes de outras localidades nos Camarões, como nos rios Sanaga, Ntem e Dja, apresentam diferenças semelhantes, muitas vezes sutis.

Devido a classificação do gênero Barbus ser um tanto confusa, existem cerca de 340 espécies diferentes e a maioria não parece ser relacionada com o gênero. Desta forma ocorre confusão em sua nomenclatura. Atualmente classificado como Enteromius jae, mas amplamente difundido como Barbus jae. Por esta razão optamos em preservar este último.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

O aquário deverá preferencialmente estar munido de objetos decorativos como raízes e bastante plantas (incluindo flutuantes formando sombreamento), além de substrato macio e arenoso. Caracterizando desta forma seu habitat natural.

Esta espécie apresenta coloração mais chamativa quando mantido em condições de água negra. Poderá conseguir este efeito na água com a adição de raízes e folhas secas no substrato.

Comportamento

Muitas vezes não é ideal mantê-lo em aquário comunitário devido sua natureza pacífica e tímida, podendo até mesmo não competir por alimentos com peixes maiores ou mais rápidos. Ideal mantê-lo em aquário com outros peixes de mesmo porte e comportamento tímido como Rasboras, Corydoras e Otos.

Embora gregário por natureza, desenvolve uma forte hierarquia principalmente entre espécimes machos. Razão pela qual deverá manter um cardume com pelo menos dez espécimes, desta forma permitirá que indivíduos mais fracos não sejam incomodados incessantemente.

Reprodução

Ovíparo. Similar a outros barbos, após ritual de acasalamento com macho se exibindo para fêmea, ela dispersará ovos livres próximo ao substrato, que serão fecundados em seguida pelo macho. Não exibem cuidado parental e podem comer alevinos. Larvas eclodem em até 48 horas e nadam livremente após cerca de dois a três dias.

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Dimorfismo Sexual

O dimorfismo sexual da espécie é bem evidente, machos apresentam coloração mais intensa especialmente em condição de endogamia, além de o corpo ser retilíneo. Fêmeas são ligeiramente maiores e possuem forma mais roliça na região abdominal.

Alimentação

Onívoro. Não existem pesquisas acerca sua alimentação em seu ambiente natural, porém assim como outros Barbos africanos, provavelmente se alimenta principalmente de larvas de insetos e pequenos crustáceos.

Em aquário aceitará prontamente alimentos secos e vivos.

Etimologia:

SinônimosBarbus jae

Referências

  1. Lévêque, C. and J. Daget, 1984. Cyprinidae. p. 217-342. In J. Daget, J.-P. Gosse and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ORSTOM, Paris and MRAC, Tervuren. Vol. 1. (Ref. 2801)
  2. Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ. (21):243 p.
  3. Swedish Museum of Natural History, 1999. Fish collection database of the Naturhistoriska riksmuseet (Swedish Museum of Natural History). Ichthyology Section, Department of Vertebrate Zoology, Swedish Museum of Natural History, Stockholm, Sweden.
  4. Van den Bergh, E.C. and G.G. Teugels, 1998. Description of new small-sized Barbus species from the Sanaga basin in Cameroon. Comments on B. jae and on the taxonomic status of B. condei (Ostariophysi; Cyprinidae). J. Nat. Hist. 32:1367-1401.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2017
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 769 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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