Barbo Tinfoil (Barbonymus schwanenfeldii)

Barbonymus schwanenfeldii  (Bleeker, 1854)

Nome Popular: Barbo Tinfoil — Inglês: Tinfoil barb

Ordem: Cypriniformes — Família: Cyprinidae (Cyprinídeos)

Distribuição: Ásia, bacia do Mekong e Chao Phraya Península Malaya, Sumatra e Bornéu

Tamanho Adulto: 35 cm (comum: 20 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos +

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: < 10

Temperatura: 22°C a 28°C

Aquário Mínimo: 150 cm (comprimento) X 50 cm (largura) – a decoração do aquário é indiferente.

Comportamento: Não costuma ser agressivo, mas pode perturbar outros peixes mais tímidos ou de natação lenta com sua atividade constante e comportamento alimentar bastante vigoroso. Em seu ambiente natural é encontrado em grandes cardumes, razão pela qual deverá manter no mínimo seis espécimes para evitar brigas entre eles.

Compatibilidade: Apropriado manter com peixes robustos de porte semelhante ou maior.

Alimentação: Onívoro e oportunista. Embora estudos indiquem ser primariamente herbívoro se alimentando de macrófitas aquáticas, plantas terrestres, algas filamentosas, entre outros, foram observados se alimentado de peixes menores, invertebrados e até carcaças de outros animais. No aquário aceitará praticamente qualquer coisa que for oferecido, devendo ser fornecido alimentos vegetais regularmente como ervilhas descascadas, abobrinha, espinafre e frutas picadas.

Reprodução: Ovíparo, sua reprodução em aquários particulares é desconhecido, mas é reproduzido em larga escala através de estimulação hormonal. Como outros no gênero, é uma espécie que dispersa os ovos e não exibe cuidado parental e produz grandes ninhadas; uma única fêmea sendo capaz de liberar milhares de ovos.

Dimorfismo Sexual: As fêmeas maduras geralmente são mais encorpadas do que os machos, especialmente em época de reprodução.

Biótopo: Ocorrem principalmente em canais de rios e afluentes de tamanho médio que são propensos a inundações durante a estação chuvosa, além de suas planícies vizinhas, mas cada vez mais são encontrados em canais e lagos artificiais. Os peixes migram para áreas ribeirinhas inundadas e florestas durante os meses mais úmidos para se alimentar e desovar, retornando aos rios à medida que a água começa a retroceder.

Etimologia: Barbonymus do nome genérico Barbus, ao qual os membros deste gênero eram previamente designados, e do grego anonumos, que significa ‘anônimo’, uma vez que este grupo de peixes não possuía um nome genérico apropriado. Schwanefeldii, nomeado em homenagem ao cirurgião militar HW Schwanefeld, que coletou a espécie pela primeira vez.

Sinônimos: Puntius schwanenfeldii, Barbodes schwanenfeldii, Barbus schwanenfeldii

Informações adicionais: Sua distribuição é bastante ampla cobrindo praticamente todo sudeste asiático. Está presente em vários sistemas fluviais importantes, incluindo as bacias Mekong e Chao Phraya. Bastante apreciado localmente para consumo.

Esta é uma das duas espécies comercializadas sob o nome comum de ‘tinfoil’, sendo a outra seu congênere menos conhecido B. altus. Existem variedades desenvolvidas para o comércio de peixes ornamentais incluindo a variedade “golden” e “blushing”. Estes foram seletivamente criados para o comércio e têm cores ligeiramente mais vistosas do que os peixes selvagens.

A maneira mais fácil de diferenciar as formas naturais de B. altus e B. schwanefeldii é pelo padrão de cor da nadadeira caudal, o último possuindo uma distinta faixa preta ao longo de cada lobo que está ausente no primeiro. Além disso, espécimes adultos de B. altus tendem a exibir uma tonalidade geral de ouro / bronze no corpo quando comparados com os B. schwanefeldii que são mais prateados.

B. schwanefeldii também pode ser visto com variações na grafia do epíteto específico, como schwanefeldi ou schwanenfeldii. Ao nomear a espécie, Bleeker cometeu um erro de ortografia que mais tarde tentou alterar. O nome B. schwanenfeldii foi comumente usado até que Kottelat (2013) o corrigiu com base no fato de que o erro de Bleeker não foi intencional e, portanto, deveria ser corrigido.

Espécime juvenil

Referências:

  1. Kottelat, M., A.J. Whitten, S.N. Kartikasari and S. Wirjoatmodjo, 1993. Freshwater fishes of Western Indonesia and Sulawesi. Periplus Editions, Hong Kong.
  2. Rainboth, W.J., 1996. Fishes of the Cambodian Mekong. FAO species identification field guide for fishery purposes. FAO, Rome
  3. Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.
  4. Christensen, M.S., 1992. Investigations on the ecology and fish fauna of the Mahakam River in East Kalimantan (Borneo), Indonesia. Int. Rev. Gesamt. Hydrobiol.
  5. Kottelat, M., 1998. Fishes of the Nam Theun and Xe Bangfai basins, Laos, with diagnoses of twenty-two new species (Teleostei: Cyprinidae, Balitoridae, Cobitidae, Coiidae and Odontobutidae). Ichthyol. Explor. Freshwat.
  6. Roberts, T.R., 1989. The freshwater fishes of Western Borneo (Kalimantan Barat, Indonesia). Mem. Calif. Acad. Sci.
  7. Mohsin, A.K.M. and M.A. Ambak, 1983. Freshwater fishes of Peninsular Malaysia. Penerbit Universiti Pertanian Malaysia.
  8. Baird, I.G., V. Inthaphaisy, P. Kisouvannalath, B. Phylavanh and B. Mounsouphom, 1999. The fishes of southern Lao. Lao Community Fisheries and Dolphin Protection Project. Ministry of Agriculture and Forestry, Lao.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Julho/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 696 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*