Apistograma Corumbá (Apistogramma commbrae)

Apistogramma commbrae (Regan, 1906)

Ficha Técnica

Ordem: Perciformes — Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Nomes Comuns: Apistograma Corumbá — Inglês: Corumba cichlid

Distribuição: América do Sul, bacia do Prata

Tamanho Adulto: 3.5 cm

Expectativa de Vida: 3 a 5 anos

Comportamento: pacífico

pH: 6.0 a 7.4 — Dureza: —

Temperatura: 22°C a 28°C

Distribuição e habitat

Distribuído na bacia do rio Paraguai, médio do rio Paraná e bacia do Uruguai. São encontrados no sul e sudeste do Brasil e norte da Argentina, onde as temperaturas da água são mais temperadas.

No Brasil ocorre nos estados de São Paulo e Mato Grosso.

Encontrado em águas lentas de afluentes, lagoas e riachos.

Descrição

Ciclídeos anões da América do Sul têm desfrutado grande popularidade devido seu pequeno tamanho, não exigindo grande espaço para serem criados. Outras atrações dos ciclídeos anões são sua aparência atraente e cores chamativas, além de comportamento típico.

Esta espécie possui coloração pouco chamativa comparado com outras espécies de Apistogrammas, razão pela qual é pouco procurado por aquaristas.

Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.

Para aquário comunitário ou com outros ciclídeos anões considere um aquário com mínimo de 100 cm de comprimento de 200 litros.

O aquário deverá conter preferencialmente substrato arenoso e macio, presença de raízes e troncos formando pontos obscuros. Deverá ser criado preferencialmente sob iluminação moderada, tal como a presença de plantas que tolerem esta condição.

Comportamento

É um ciclídeo anão pacífico, exceto entre machos da mesma espécie ou de cores similares.

Uma vegetação densa aliada a presença de raízes quebrará a linha de visão de peixes agressores, diminuindo sua agressividade entre indivíduos de mesmas características, nomeadamente outros ciclídeos anões. Com outras espécies de peixes revelam-se extremamente pacíficos e tolerantes, com exceção em época de reprodução.

Reprodução

Ovíparo. Como a maioria dos ciclídeos anões, a espécie é depositadora de ovos e os pais cuidam da progênie.

A fêmea escolhe uma local para desova, normalmente uma toca (caverna), leve depressão no substrato ou reentrância de um tronco e limpará o local escolhido. Feita a postura, máximo de 80 ovos, se manterá no local defendendo os ovos de qualquer tipo de intruso, inclusive não raramente do próprio progenitor.

Ovos eclodem em até quatro dias e permanecem no saco vitelínico por até três dias se alimentando deste, quando estarão nadando livremente sob supervisão da mãe (ou do casal).

Dimorfismo Sexual

O dimorfismo sexual á bastante evidente, machos são maiores e mais coloridos além de desenvolverem nadadeira dorsal e anal mais longas e pontudas.

Fêmeas apresentam cores desbotadas, exceto em época de reprodução quando podem apresentar coloração creme puxando para amarelo.

Alimentação

Onívoro, em seu ambiente natural se alimenta de pequenos crustáceos, insetos, larvas e pequenos vermes.

Em cativeiro aceitam alimentos secos sem dificuldades, mas deve-se variar sua alimentação fornecendo micro alimentos vivos (ex. artêmia salina) e outros alternativos como krill, tubifex, bloodworms, entre outros alimentos ricos em proteínas.

Não é recomendado fornecer somente alimentos secos. Ciclídeos anões exigem que seja fornecido alimentos vivos ou congelados ricos em proteínas regularmente para prolongar sua expectativa de vida, além destes alimentos realçarem suas cores.

EtimologiaApistogramma – “Apisto” grego = mutável e “grama” = alusão as suas cores

SinônimosHeterogramma commbrae, Heterogramma corumbae

Referências

  1. Kullander, S.O., 2003. Cichlidae (Cichlids). p. 605-654. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  2. Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  3. Nion, H., C. Rios and P. Meneses, 2002. Peces del Uruguay: Lista sistemática y nombres comunes. Montevideo, DINARA, Infopesca.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2018
Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 629 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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