Apaiari (Astronotus crassipinnis)

Astronotus-crassipinnis

Astronotus crassipinnis (Heckel, 1840)

Nome Popular: Apaiari, Oscar, Acará Açu — Inglês: Fat oscar

Família: Cichlidae (Ciclídeos)

Origem: América do Sul. Bacia do rio Amazonas, bacia do rio Paraná e bacia do Paraguai

Tamanho Adulto: 40 cm (comum: 25 cm)

Expectativa de Vida: 10 anos

Temperamento: variável

Aquário Mínimo: 100 cm X 40 cm X 50 cm (200 L)

Temperatura: 24°C a 28°C

pH: 6.0 a 8.0 – Dureza: —

Visão Geral

A. crassipinnis raramente é encontrado na aquariofilia. Sua distribuição ocorre no rio Paraguai, Villa Maria e Caisara, Rio Guaporé próximo a Mato-grosso, Rio Negro e Rio Branco. Habita a Amazônia boliviana e bacia do rio Madre de Dios no Peru, além de rios da Bacia do Paraná e da Bacia do Paraguai no Brasil , Paraguai e Argentina.

Crassipinnis foi cientificamente descrito por Heckel em 1840 e recebeu o nome de Acara crassipinnis, que agora é considerado sinônimo do gênero Astronotus. Pode ser confundido com o comum Oscar (Astronotus ocellatus), porém apresenta listras verticais mais nítidasÉ bastante apreciado na culinária local.

Existem informações conflitantes a respeito da espécie, em especial acerca sua distribuição, classificação e tamanho adulto. Segundo a literatura científica a espécie atinge tamanho médio de 25 cm, em aquário já foi presenciado espécimes próximo de 40 cm.

Sugerem que a função do ocelo é limitar o ataque de predadores (ex. piranhas) a esta região, evitando atingir regiões vitais, porém, estudos recentes sugerem que os ocelos podem ser um fator importante na comunicação intra espécie. O termo Acará Açu vem do tupi e indica Acará Grande.

Aquário & Comportamento

Aquário com dimensões mínimas de 100 cm X 40 cm X 50 cm (200 litros) requerido. As medidas indicadas referem-se para criação de apenas um indivíduo ou um casal formado, para ambiente comunitário considere mantê-lo em aquário com pelo menos 150 cm de comprimento e acima de 300 litros.

Certifique-se de proteger equipamentos quebráveis como termostatos e afins, além de posicionar rochas com segurança, uma vez que gostam de fuçar em tudo no aquário como já destacado. São peixes bastante curiosos. Um substrato de areia fina e a adição de bastante rochas e raízes torna-se importante para servir de refúgio para a espécie ou mesmo para demarcar território quando o aquário possui dois ou mais espécimes. Use tampas no aquário, embora não possuam o hábito de pular para fora do aquário, costumam se assustar facilmente quando as luzes estão apagadas, podendo pular para fora do aquário.

Seu comportamento é bastante variável, desde espécimes pacíficos até agressivos que podem não aceitar nenhuma outra espécie no mesmo espaço. Costuma ser territorialista intra-espécie. Ciclídeo que pode ser mantido como pet fish ou em aquário comunitário (variável). Bastante inteligente, poderá interagir bastante com o aquarista. Possuem talvez uma das personalidades mais impulsivas entre os peixes.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Maturidade sexual ocorre próximo de 12 meses. Ovos eclodem em até 5 dias; larvas nadam livremente após 7 dias. Estabelece ovos em superfícies planas ou no substrato; casal limpará o local para desova, normalmente folhas ou raízes, onde os ovos adesivos serão expelidos pela fêmea, sendo fertilizado em seguida pelo macho; pais cuidam da progênie durante as primeiras semanas.

Espécie considerada monomorfa sexualmente.

Alimentação

Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, vermes e larvas de insetos, ocasionalmente frutos e sementes. Em cativeiro aceitará prontamente alimentos secos, vivos e congelados sem dificuldades.

EtimologiaAstronotus vem da palavra grega Astra que significa raio e Noton (grego) que indica para trás, anterior. Crassipinnis vem das palavras gregas Crasso que indica gordura e a palavra Pinna que significa peixe.

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Referências

  1. Kullander, S.O., 2003. Cichlidae (Cichlids). p. 605-654. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  2. Axelrod, H.R., 1993. The most complete colored lexicon of cichlids. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey. 864 p.
  3. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  4. POTENCIAL DE INTRODUÇÃO DE ESPÉCIES DE PEIXES ORNAMENTAIS NÃO-NATIVAS NA REGIÃO OESTE DO PARANÁ – Cleonice Cristina Hilbig, Sérgio Makrakis / Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Centro de Engenharia e Ciências Exatas – Toledo – PR

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Maio/2016

Colaboradores (collaboration): –

Sobre Edson Rechi 606 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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