Amoré Preto (Eleotris pisonis)

 

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Eleotris pisonis (Gmelin, 1789)

Nome Popular: Amoré Preto, Amoré Pixuna, Macuco — Inglês: Spinycheek sleeper

Família: Eleotridae (Eleotrídeos)

Origem: Américas, desde Carolina do Sul e norte do Golfo do México até sudeste do Brasil

Tamanho Adulto: 25 cm (comum: 12 cm)

Expectativa de Vida: 5 anos +

Temperamento: Semi agressivo

Aquário Mínimo: 80 cm X 40 cm X 50 cm (160 L)

Temperatura: 24°C a 30°C

pH:7.4 a 8.2 – Dureza: indiferente

Visão Geral

Possui ampla distribuição ao longo de toda costa oeste do Atlântico, desde a Carolina do Sul (EUA) e Golfo do México até o sudeste do Brasil na América do Sul.

Adultos são encontrados em pântanos, lagoas enlameadas e canais rasos com uma grande gama de salinidade. Parece preferir afluentes de água doce, mas pode facilmente ser encontrado em áreas de água salobra.

Desenvolvimento gonadal ocorre durante a estação seca e atingem a maturidade seuxal com tamanho médio de 5,7 mm para machos e 4,3 mm para fêmeas.

Possui 6 espinhos na primeira nadadeira dorsal. As nadadeiras dorsais são separadas. Seu corpo é comprido, ligeiramente achatado, não apresentando linha lateral. O topo da cabeça e a área em próximo à primeira nadadeira dorsal é um pouco mais clara.

Aquário & Comportamento

Mesmo sendo de pequeno porte, é necessário mantê-lo em aquário espaçoso com rochas ou troncos de adorno e preferencialmente substrato escuro. Eventualmente poderá comer algumas plantas, mas pode-se tentar manter plantas mais resistentes. Desenvolvem-se melhor se mantidos em água levemente salobra, embora tolere água doce.

Seu comportamento é variável podendo ser um pouco agressivo com peixes que costumam ficar no fundo do aquário. Territorial com indivíduos da mesma espécie. Sua agressividade diminui bastante se mantido em aquário espaçoso. Evite criar com peixes de porte muito maior ou agressivo.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Ovíparo. Desovam no substrato, normalmente refugiado da luz direta. Ovos eclodem em até 72h dependendo da temperatura e alevinos nadam livremente em até 48h. Não ocorre cuidado parental.

Alimentação

Onívoro, se alimentam de larvas de dípteros e pupas (especialmente os juvenis), crustáceos como caranguejos e camarões, além de pequenos peixes. Em cativeiro poderão demorar a aceitar alimentos secos, devendo ser fornecido regularmente alimentos vivos e congelados.

EtimologiaEleotris, nome de um peixe do Nilo

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Espécime coletado em Ubatuba (São Paulo – Brasil)
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Foto tirada no período noturno a 15 cm de profundidade, em Porto da Rua (Alagoas – Brasil)

Referências

  1. Robins, C.R. and G.C. Ray, 1986. A field guide to Atlantic coast fishes of North America. Houghton Mifflin Company, Boston, U.S.A. 354 p.
  2. Keith, P., P.-Y. Le Bail and P. Planquette, 2000. Atlas des poissons d’eau douce de Guyane. Tome 2, Fascicule I: Batrachoidiformes, Mugiliformes, Beloniformes, Cyprinodontiformes, Synbranchiformes, Perciformes, Pleuronectiformes, Tetraodontiformes. Collection Patrimoines Naturels 43(I): 286p. Paris: Publications scientifiques du Muséum national d’Histoire naturelle.
  3. Cervigón, F., 1994. Los peces marinos de Venezuela. Volume 3. Fundación Científica Los Roques, Caracas,Venezuela. 295 p.
  4. Darcy, G.H., 1980. Comparison of ecological and life history information on gobiid fishes, with emphasis on the south-eastern United States. NOAA Tech. Mem. NMFS-SEFC-15. 53 p.
  5. McDowall, R.M., 1997. The evolution of diadromy in fishes (revisited) and its place in phylogenetic analysis. Rev. Fish Biol. Fish. 7(4):443-462.
  6. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  7. Hábito alimentar de Eleotris pisonis (Teleostei: Eleotrididae) na região estuarina do rio Jucu, Espírito Santo, Brasil – Edson Campos Perrone & Fabio Vieira
  8. Peixes Marinhos do Brasil – Guia prático de identificação

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Maio/2016

Colaboradores (collaboration): –

 

Sobre Edson Rechi 748 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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