Peixe Cachorro (Acestrorhynchus microlepis)

 

Acestrorhynchus microlepis (Jardine, 1841)

Espécime sub adulto. Foto de Enrico Richter (c)

Nome Popular: Peixe Cachorro — Inglês: Pike characin

Ordem: Characiformes — Família: Acestrorhynchidae

Distribuição: América do Sul, bacias dos rios Amazonas e Orinoco

Tamanho Adulto: 37 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

pH: 5.5 a 6.6 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C

Aquário Mínimo: 100 cm comprimento X 50 cm largura — são peixes bastante ativos e extremamente rápidos, exigindo um bom espaço para nadarem. Mesmo os juvenis precisam de bastante espaço, uma vez que tendem a agir de forma agitada em pequenos tanques e podem facilmente se machucar chocando contra o vidro.

Esta espécie ocorre quase que exclusivamente em águas abertas, portanto, a decoração do aquário é um tanto indiferente incluindo o uso de substrato. O aquário deverá ser provido de bastante espaço aberto para nadarem. Tampar bem o aquário, pois são ótimos saltadores.

Comportamento & Compatibilidade: São relativamente pacíficos, mas bastante agitados e comem peixes menores, mordiscam peixes de natação lenta ou de nadadeiras longas. Pode-se criar em aquário comunitário com peixes de médio porte como ciclídeos, doradídeos, Mylossoma e afins.

Quando juvenis são gregários e a medida que se tornam adultos tendem a serem mais solitários, embora costumam ficar agrupados. Por esta razão é importante manter pelo menos seis espécimes ou mais. Importante frisar que são canibais, se tentar adicionar novos espécimes a um grupo já existente garanta que possuam tamanho similar ou sejam maiores.

Espécime adulto. Foto de Clinton & Charles Robertson (CCBY)

Alimentação: Como outras espécies do gênero, é um predador formidável se alimentando basicamente de pequenos peixes e de insetos durante períodos secos.

Reprodução: Ovíparo. São dispersores livres. O ritual de reprodução começa com o macho perseguindo e mordiscando a fêmea, posteriormente ele apertará a papila genital da fêmea forçando a liberar os ovos, onde serão fecundados em seguida. Não ocorre o cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas sexualmente maduras tendem a crescer um pouco mais e ter um corpo mais roliço do que os machos.

Biótopo: Comum em riachos e rios de águas claras e pretas, bem como lagoas e outros habitats. Prefere correntes lentas e um fundo argiloso ou arenoso.

Etimologia: Acestrorhynchus: grego, agkistron = gancho + grego, rhyngchos = focinho. Microlepis, do grego mikros, que significa pequeno, e lepis , que significa escama.

Sinônimos: Acestrorhynchus apurensis, Acestrorhynchus guianensis, Acestrorhynchus cachorro, Hydrocyon microlepis

Informações adicionais: No Brasil pode ser encontrado nos estados do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Esta espécie é membro do suposto grupo A. microlepis que possui espécies estreitamente relacionadas dentro do gênero ao lado de A. britskii, A. grandoculis e A. minimus. Estes são caracterizados pela posse de uma pequena mancha enegrecida localizada logo atrás da cobertura branquial versus, por exemplo, uma marca muito maior no grupo de A. lacustris .

Estudos recentes filogenéticos morfológicos (Toledo-Piza, 2007) e moleculares (Pretti et al., 2009) não conseguiram decifrar as relações precisas existentes dentro do grupo que tradicionalmente incluía apenas A. grandoculis e A. microlepis.

Referências:

  • Menezes, N.A., 2003. Family Acestrorhynchidae (Acestrorhynchids). p. 231-233. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • López-Fernández, H. and K.O. Winemiller, 2003. Morphological variation in Acestrorhynchus microlepis and A. falcatus (Characiformes: Acestrorhynchidae), reassessment of A. apurensis and distribution of Acestrorhynchus in Venezuela. Ichthyol. Explor. Freshwat.
  • Freitas, T.M.S., B.S. Prudente, N.F. Fontoura and L.F.A. Montag, 2014. Length-weight relationships of dominant fish species from Caxiuaña National Forest, Eastern Amazon, Brazil. J. Appl. Ichthyol.
  • Giarrizzo, T., R.R. de Sena Oliveira, M.C. Andrade, A.P. Gonçalves, T.A.P. Barbosa, A.R. Martins, D.K. Marques, J.L.B. dos Santos, R. de P., da S. Frois, T.P.O. de Albuquerque, L.F.de A. Montag, M. Camargo and L.M. de Sousa, 2015. Length-weight and length-length relationships for 135 fish species from the Xingu River (Amazon basin, Brazil). J. Appl. Ichthyol.
  • Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Abril/2021
Colaboradores (collaboration): —

Sobre Edson Rechi 899 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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