Peixe Aracu comum (Synaptolaemus cingulatus)

Espécime coletado em Vitória do Xingu, Pará (Brasil) – Foto de Gabriel Lelis Togni (CC BY-NC 4.0.)

Taxonomia

Nome Científico: Synaptolaemus cingulatus (Myers & Fernández-Yépez, 1950)

Ordem: Characiformes — Família: Anostomidae

Nome Popular: Aracu comum, Aracu Malhado — Inglês: –

Etimologia: Synaptolaemus, deriva do grego e faz referência a uma boca com estruturas unidas, que se adaptam a uma dieta de raspagem. Cingulatus vem do latim e significa “com cinto”, “cingido” ou “que tem uma faixa”, em referência a faixa de cor que circunda seu corpo.

Sinônimos: –


Distribuição

América do Sul: alto rio Orinoco, Casiquiare e bacia do alto rio Xingu.

Países: Brasil e Venezuela

Habitat: Ocorre em águas límpidas de fluxo lótico

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C


Descrição

Este peixe se caracteriza pelo padrão de faixas amarelas e pretas em seu corpo, que lhe deu origem ao nome específico cingulatus (listrado). Bastante similar a Synaptolaemus latofasciatus.

Tamanho adulto: 8,4 cm

Expectativa de vida: Desconhecido

Foto cedida por Erlend Bertelsen (c) em https://biotopfish.com/

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 200 litros com comprimento mínimo de 100 cm e 40 cm de largura desejável.

A decoração do aquário é um tanto indiferente, embora um arranjo natural formado por rochas e raízes os deixará mais a vontade, sempre deixando uma grande área aberta para nadarem. Forte fluxo de água é apreciado pela espécie.

Apesar de seu tamanho diminuto, deve ser mantido em um bom espaço por ser bastante ativo.

Como qualquer peixe de ambiente lótico, é intolerante a presença de amônia na água e requer filtragem impecável para prosperar. Aquário deverá ser mantido bem tampado, costumam pular para fora do aquário.

Comportamento e Compatibilidade: De comportamento gregário, deve ser mantido em maior número possível. Principalmente por fortes e constantes disputas hierárquicas entre o cardume. Frente a outras espécies de porte similar costumam não incomodar, embora eventualmente podem mordiscar peixes de natação lenta ou de nadadeiras longas.


Alimentação

Como outros membros da família Anostomidae, sua alimentação varia com o ambiente, e pode envolver matéria vegetal a detritos encontrados no substrato


Reprodução

Ovíparo. Sabe-se que se reproduzem em época de cheia em meio a densa vegetação. Em cativeiro sua reprodução não foi reportada.

Dimorfismo Sexual: Embora exista indicações que os machos possuem corpo mais esguio e as fêmeas mais roliças em época de reprodução, seu dimorfismo sexual é pouco evidente.


Referências

  • Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  • Garavello, J.C. and H.A. Britski, 2003. Anostomidae (Headstanders). p. 71-84. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • Géry, J., 1977. Characoids of the world. Neptune City ; Reigate : T.F.H. [etc.]; 672 p. : ill. (chiefly col.)
  • Dieta de espécies de Anostomidae (Teleostei, Characiformes) na área de influência do reservatório de Manso, Mato Grosso, Brasil – Graziela Custodio Balassa; Rosemara Fugi; Norma Segatti Hahn & André Beal Galina

Publicado em Outubro/2025

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