
Taxonomia
Nome Científico: Stiphodon semoni (Weber, 1895)
Ordem: Gobiiformes — Família: Gobiidae
Nome Popular: Goby Neon
Etimologia: Stiphodon, do grego stifos, que significa “multidão, muitos”, e odon que significa ‘dentes’, em referência aos numerosos dentes compactos no lábio superior das espécies.
Epônimo Semoni em homenagem a Dr. Richard Wolfgang Semon (1859–1918), um embriologista, biólogo evolucionista e fisiologista alemão.
Sinônimos: Não possui.
Distribuição
Ásia e Oceania. Encontrado em um longo trecho da Ásia, mas como outros membros do gênero Stiphodon, pode ter distribuições extremamente restritas a riachos ou ilhas específicas.
Países: Indonésia, Filipinas, Nova Guiné, Ilhas Salomão e Nova Caledônia
Habitat:
Ocorre em regiões montanhosas em pequenos riachos de correnteza moderada a rápida, com fundo rochoso e pedregoso, geralmente em áreas ensolaradas. Coletado acima de cachoeiras.
pH: 6.5 a 7.5 — Dureza: –
Temperatura: 22°C a 28°C
Descrição
O gênero Stiphodon abrange espécies de peixes conhecidos como Goby Anão devido ao seu tamanho diminuto. Notoriamente os machos deste gênero possuem coloração bastante atrativa.
De natureza anfídroma, adultos vivem e se reproduzem em riachos de água doce, enquanto larvas eclodidas são levadas pela correnteza e se desenvolvem em ambiente marinho e retornam aos riachos de água doce ainda juvenis.
Tamanho adulto: 5 cm
Expectativa de vida: 2 a 3 anos em seu ambiente natural. Em aquário desconhecido.
Manutenção em aquário
Aquário de pelo menos 100 litros com comprimento mínimo de 80 cm e 30 cm de largura desejável.
Exige água bem oxigenada. O substrato pode ser de cascalho, areia ou uma mistura de ambos, ao qual deve ser adicionado uma camada de pedras e rochas de tamanhos variados. A iluminação deverá ser forte para promover o crescimento de algas e micro organismos que servirão de alimento. Embora não seja uma característica de seu habitat, plantas aquáticas podem ser usadas.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo no fundo do aquário, podendo se enterrar no substrato em algumas ocasiões.
Comportamento e Compatibilidade: Espécie extremamente pacífica, sua agressividade se limita entre os machos da espécie durante época de reprodução. Embora não possua comportamento gregário, pode ser mantido em grupos desde que o aquário contenha adornos que quebrem a linha de visão dos espécimes machos. Fêmeas são pacíficas entre si e podem ser mantidas na proporção de duas para cada macho.
Pode ser criado em aquário comunitário com peixes escolhidos criteriosamente. Espécies pacíficas, de tamanho semelhante, que naturalmente habitam riachos bem oxigenados, como Tanichthys, Microdevario ou espécies de Danios menores, são as melhores escolhas para os níveis superiores do aquário. Também pode ser mantido com pequenos caracídeos, poecilídeos e camarões de água doce dos gêneros Caridina e Neocaridina.

Alimentação
Alimenta-se principalmente de epífitas e biofilme em rochas na natureza. Em aquário pode demorar ou não aceitar alimentos secos.
Reprodução
Sua reprodução em cativeiro é difícil devido à sua complexa estratégia reprodutiva anfídromo, na qual os adultos vivem e desovam em riachos de água doce, mas as larvas pelágicas pós-nascimento são levadas para o mar onde os alevinos passam a primeira parte de sua vida se desenvolvendo em condições marinhas. Quando atingem um certo estágio de desenvolvimento, começam a migrar rio acima, uma jornada que às vezes inclui subidas em quedas d´água ou outras obstruções.
Fêmeas podem depositar milhares de ovos em uma única reprodução. Estes são minúsculos (~ 0,5 mm de diâmetro), piriformes e ligados a superfícies sólidas por filamentos, normalmente sendo colocados na parte inferior das rochas.
A desova é iniciada pelo macho que apresentará uma coloração intensa. Ele tenta persuadir as fêmeas para o seu local de desova escolhido, enquanto se defende dos rivais. Desova geralmente ocorre sob as rochas. Uma vez fertilizada, a massa de ovos é guardada pelo macho durante o período de incubação que dura menos de 24 horas.
O saco vitelínico então é absorvido e durante esse período eles devem alcançar o oceano, provavelmente a razão pela qual a incubação é curta, já que a eclosão precoce lhes dá uma chance melhor de sucesso. As larvas inicialmente ficam entre o plâncton em uma forma pelágica antes de chegar ao substrato dentro da zona de rebentação superficial.
Uma vez assentadas no substrato, as larvas começam a perder suas especializações temporárias, como a nadadeira caudal emarginada e começam sua jornada rio acima para se juntar aos adultos. Eles podem precisar viajar vários quilômetros para o interior, muitas vezes em cachoeiras ou através de águas que fluem rapidamente.
Essa jornada pode levar vários meses, mas os peixes são sexualmente maduros dentro de um ano e, como sua expectativa de vida natural é de apenas dois anos, é provável que comece a desovar logo depois, se não imediatamente, na chegada aos pontos de reprodução.
Dimorfismo Sexual: Machos são mais coloridos com listras em azul ou verde, enquanto as fêmeas são mais claras e têm faixas em formato de zigue-zague.
Referências
- Allen, G.R., 1991. Field guide to the freshwater fishes of New Guinea. Publication, no. 9. 268 p. Christensen Research Institute, Madang, Papua New Guinea.
- Maeda, K. and H.H. Tan, 2013. Review of Stiphodon (Gobiidae: Sicydiinae) from Western Sumatra, with description of a new species. The Raffles Bulletin of Zoology
- Parenti, L.R. and J.A. Maciolek, 1993. New sicydiine gobies from Ponape and Palau, Micronesia, with comments on systematics of the subfamily Sicydiinae (Teleostei: Gobiidae).
- Watson, R.E., G.R. Allen and M. Kottelat, 1998. A review of Stiphodon from Halmahera and Irian Jaya, Indonesia, with descriptions of two new species (Teleostei: Gobiidae). Ichthyol. Explor. Freshwat.
Publicado em Novembro/2025
