
Taxonomia
Nome Científico: Pyrrhulina zigzag (Zarske & Géry, 1997
Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae
Nome Popular: Charutinho Zigzag — Inglês: Zigzag Pirrulina
Etimologia: Pyrrhulina do Grego pyrrhos = vermelho, da cor do fogo. Zigzag, em alusão a faixa em zigue-zague escura em seus flancos.
Distribuição
América do Sul, bacia superior do rio Amazonas.
Países: Brasil e Peru
Descrição
Membro da família Lebiasinidae, que inclui os populares Peixes Lápis e Copeinas, apresenta uma faixa larga em zigue-zague, quase preta, que atravessa seus flancos. Daí seu nome comum e científico.
Espécimes juvenis podem ser confundidos com Copella nigrofasciata, porém, neste último a faixa preta é reta e há uma fileira de manchas vermelhas ao longo de sua borda dorsal.
Embora sua criação em aquário é datado desde 1950, não é tão comum no aquarismo e foi classificado oficialmente somente em 1997.
Tamanho adulto: 3,5 cm
Expectativa de vida: 3 anos

Habitat
Ocorre em riachos, afluentes e várzeas, tanto em águas claras como águas negras.
pH: 5.0 a 7.2 — Dureza: mole
Temperatura: 22°C a 30°C
Manutenção em aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.
O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.
Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.
Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.
Alimentação
Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.
Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.

Reprodução
Ovíparo. Desovam normalmente entre folhas ou raízes. Macho apresenta cuidado parental enquanto os ovos não eclodem, quando irá perder o interesse gradualmente.
Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual pode ser um pouco difícil, mesmo quando adultos. Os machos são um pouco maiores e mais coloridos do que as fêmeas em época de reprodução. Machos apresentam corpo de forma retilínea, enquanto as fêmeas são notavelmente mais redondas principalmente em época de reprodução. Nadadeira pélvica da fêmea é mais arredondada, enquanto no macho é mais quadrada.
Referências
- Eschmeyer, W.N. (ed.), 1998. Catalog of fishes. Special Publication, California Academy of Sciences, San Francisco. 3 vols.
- Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
- Wu, H.L., K.-T. Shao and C.F. Lai (eds.), 1999. Latin-Chinese dictionary of fishes names. The Sueichan Press, Taiwan.
- Fenner, Robert M.: The Conscientious Marine Aquarist. Neptune City, Nueva Jersey, Estados Unidos : T.F.H. Publications, 2001.
- Maugé, L.A. 1986. A J. Daget, J.-P. Gosse y D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Bruselas; MRAC, Tervuren, Flandes; y ORSTOM, París, Francia. Vol. 2.
- Instituto Mamirauá descobre duas espécies de peixes não documentadas no Brasil
Publicado em Setembro/2025
