
Taxonomia
Nome Científico: Pyrrhulina vittata (Regan, 1912)
Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae
Nome Popular: Charutinho Listrado — Inglês: Banded Pirrulina, Striped Pyrrhulina
Etimologia: Pyrrhulina do Grego pyrrhos = vermelho, da cor do fogo. Vittata, latim onde o termo vitta significa listra ou listrado, referindo-se a presença de listras ou faixas em certas espécies de animais.
Distribuição
América do Sul, bacia superior do rio Amazonas.
Países: Bolívia, Brasil e Peru. No Brasil ocorre nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
Descrição
Membro da família Lebiasinidae que inclui os populares Peixes Lápis e Copeinas.
P. vittata é uma espécie muito pequena. É uma espécime que se acredita ser de Óbidos, no baixo rio Amazonas, e não muito longe dali, Ternetz coletou um espécime perto de Santarém em 1925. No entanto, coletas mais recentes têm se limitado a localidades do extremo oeste da Bolívia, Brasil e Peru.
Assim como P. spilota, apresenta manchas pretas por todo o corpo.
Tamanho adulto: 3.5 cm
Expectativa de vida: 3 anos

Habitat
Frequentemente encontrado em riachos rasos com pouca correnteza.
pH: 6.0 a 7.5 — Dureza: mole
Temperatura: 22°C a 28°C
Manutenção em aquário
Aquário de pelo menos 40 litros com dimensões mínimas de 60 cm de comprimento e 30 cm de largura desejável.
O ideal é que o aquário seja bem plantado, deixando o centro livre para proporcionar espaço para nadar. Suas cores ficam mais vistosas em substratos escuros.
É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo ser mantido tampado uma vez que tende pular.
Comportamento e Compatibilidade: Como a maioria de seus parentes próximos, esta espécie se desenvolve livremente em cardumes, se adaptando melhor em grupos de 5 ou mais espécimes, se dando bem com a maioria dos companheiros de aquário pacíficos e de tamanho semelhante.
Machos eventualmente podem ser agressivos entre si disputando território e fêmeas. Razão pela qual quanto maior o grupo melhor. Desta forma qualquer agressão será espalhada entre todos os indivíduos e não somente sobre os mais fracos.
Alimentação
Onívoro. Em seu ambiente natural sua dieta consiste basicamente de insetos que ficam próximo a superfície da água. Em aquário aceitará alimentos secos e vivos sem dificuldades.
Trata-se de um micro predador, por esta razão é importante fornecer alimentos vivos regularmente.

Reprodução
Ovíparo. Desovam normalmente entre folhas ou raízes. Macho apresenta cuidado parental enquanto os ovos não eclodem, quando irá perder o interesse gradualmente.
Dimorfismo Sexual: O dimorfismo sexual pode ser um pouco difícil, mesmo quando adultos. Os machos são um pouco maiores e mais coloridos do que as fêmeas em época de reprodução. Machos apresentam corpo de forma retilínea, enquanto as fêmeas são notavelmente mais redondas principalmente em época de reprodução.
Referências
- Mills, D. and G. Vevers, 1989. The Tetra encyclopedia of freshwater tropical aquarium fishes. Tetra Press, New Jersey.
- Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ.
- Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
Publicado em Setembro/2025
