Bluenose shiner (Pteronotropis welaka)

Espécime macho em aquário. Foto de Tony Terceira (CCBY)

Taxonomia

Nome Científico: Pteronotropis welaka (Evermann & Kendall, 1898)

Ordem: Cypriniformes — Família: Leuciscidae

Nome Popular: Bluenose shiner

Etimologia: Welaka em referência a cidade de Welaka, Flórida.

Sinônimos: Notropis welaka


Distribuição

América do Norte: drenagem do rio St. Johns na Flórida; drenagens do Golfo (principalmente abaixo da Fall Line) do rio Apalachicola na Geórgia e Flórida até o rio Pearl no Mississippi e Louisiana, EUA.

Países: Endêmico dos EUA, ocorre principalmente na Flórida e em partes do Alabama e Geórgia

Habitat: riachos costeiros profundos e de fluxo lento e rios de pequeno a médio porte, preferindo áreas profundas podendo ser encontrado até 9m de profundidade.

pH: 6.5 a 7.5 — Dureza: 1 a 2

Temperatura: 6°C a 25°C


Descrição

Apesar de sua presença ser documentada em quase todo sudeste americano, não é tão comum e ocorre em áreas de habitats distintos.

A ameaça mais séria para a espécie é a destruição do habitat. O corte raso e a agricultura têm tido um impacto negativo considerável nas populações de Pteronotropis welaka, aumentando o assoreamento em muitos corpos d’água.

Uma curiosidade é que a maioria dos peixes desta espécie morrem durante o verão de seu segundo ano de vida, após a primeira temporada de desova.

Tamanho adulto: 6,5 cm

Expectativa de vida: 2 a 3 anos

Pteronotropis welaka em seu ambiente natural – Foto de Eric C. Maxwell (CCBY)

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 100 litros com comprimento mínimo de 80 cm e 30 cm de largura desejável.

A decoração do aquário poderá ser composto por rochas de inúmeros tamanho e substrato arenoso. Esta espécie não aprecia luminosidade forte.

É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo no fundo e meio do aquário.

Comportamento e Compatibilidade: De comportamento bastante ativo e pacífico deve ser mantido maior número possível para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.


Alimentação

Insetívoro. Naturalmente se alimenta insetos e vermes subindo rapidamente à superfície para devorar qualquer inseto pequeno e que por acaso caia na água. Caso contrário, fica à espreita de qualquer pedaço que possa flutuar em sua direção na correnteza predominante do riacho, evitando assim a predação por aves pernaltas. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.


Reprodução

Ovíparo. Desova ocorre na primavera, quando espécimes adultos formam grandes cardumes em áreas rasas para depositar seus ovos junto a ovos de Peixe Sol, normalmente Lepomis megalotis.

Lepomis possuem hábito de vigiar seu ninho e expulsar invasores. Quando o macho está longe do ninho, Pteronotropis welaka nadam para próximo do ninho e se envolvem numa desova rápida e frenética por segundos depositando seus ovos junto aos ovos de Lepomis.

Ao eclodirem os ovos ficam sob a guarda do macho de Lepomis, quando os alevinos estarão nadando livremente e se escondem em meio a densa vegetação para se proteger.

Dimorfismo Sexual: Os machos possuem nadadeiras dorsais e anais longas e fluidas, além de uma grande nadadeira caudal bifurcada. Machos são mais coloridos comparado com as fêmeas.


Referências

  • Baillie, J. and B. Groombridge (eds.), 1996. 1996 IUCN red list of threatened animals. IUCN, Gland, Switzerland.
  • Hilton-Taylor, C., 2000. 2000 IUCN red list of threatened species. IUCN, Gland, Switzerland and Cambridge, UK.
  • Nelson, J.S., E.J. Crossman, H. Espinosa-Pérez, L.T. Findley, C.R. Gilbert, R.N. Lea and J.D. Williams, 2004. Common and scientific names of fishes from the United States, Canada, and Mexico. American Fisheries Society, Special Publication 29, Bethesda, Maryland.
  • Page, L.M. and B.M. Burr, 1991. A field guide to freshwater fishes of North America north of Mexico. Houghton Mifflin Company, Boston.
  • Stout, C., S. Schönhuth, R. Mayden, N.L. Garrison and J.W. Armbruster, 2022. Phylogenomics and classification of Notropis and related shiners (Cypriniformes: Leuciscidae) and the utility of exon capture on lower taxonomic groups.

Publicado em Outubro/2025

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