
Nome Científico: Jupiaba anteroides (Géry, 1965)
Ordem: Characiformes — Família: Acestrorhamphidae
Nome popular: Não possui, é chamado pelo nome genérico de “Tetra”
Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica
Tamanho Adulto: 7 a 10 cm
Expectativa de Vida: 5 anos +
pH: 6.0 a 7.0 — Dureza: –
Temperatura: 24°C a 28°C
Descrição
Espécie pouco conhecida no aquarismo. Embora considerado um “Tetra”, termo alusivo a espécies de peixes characiformes de tamanho diminuto, pode chegar próximo de 10 cm ou pouco mais. Se adapta bem em aquário grande com peixes maiores.
Espécies do gênero são encontrados praticamente em toda a América do Sul, embora sua principal área de distribuição seja no norte do Brasil. Esses belos peixes são originários principalmente do rio Cenepa, que recentemente se tornou muito famoso devido à descoberta do Nannostomus vermelho na região.
Etimologia: Jupiaba, palavra indígena (Tupi) onde Ju significa “espinho” (referindo-se ao espinho presente na nadadeira pélvica do peixe); e piaba significa “peixe pequeno de rio”. O termo piaba é amplamente utilizado para inúmeros peixes da ordem Characiformes.
Sinônimos: Astyanax anteroides
Distribuição e Biótopo
Encontrado nas bacias dos rios Amazonas superior e Rio Curuá-Una.
Países: Endêmico do Brasil, ocorrendo nos estados do Amazonas, Pará e Rondônia.
Biótopo: Desconhecido

Criação em Aquário
Aquário de pelo menos 200 litros com comprimento mínimo de 100 cm e 40 cm de largura desejável. A decoração do aquário é indiferente, embora se sentirão mais a vontade se o aquário conter plantas formando zonas sombrias com algumas áreas abertas para natação. Outras peças de decoração poderão incluir troncos e raízes.
Comportamento e Compatibilidade: De comportamento gregário, devendo ser mantido em pelo menos meia dúzia de espécimes para que fiquem mais a vontade e mostrem seu comportamento natural. Relativamente pacífico, porém bastante agitado.
Pode ser mantido em aquário comunitário com peixes de tamanho semelhante e médio porte. Ocasionalmente pode mordiscar peixes mais lentos ou que apresentem longas nadadeiras.
Alimentação
Onívoro. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.
Reprodução
Ovíparo. Sua reprodução em aquário é desconhecido. Sabe-se que são dispersores de ovos de forma livre.
Maturidade Sexual: Próximo de 4 a 5 meses — Cuidado Parental: Não ocorre.
Dimorfismo Sexual: Em época de reprodução, no geral as fêmeas são possuem região ventral ligeiramente roliça, enquanto no macho é retilíneo.
Referências
- Barriga, R., 1991. Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica
- Lima, F.C.T., L.R. Malabarba, P.A. Buckup, J.F. Pezzi da Silva, R.P. Vari, A. Harold, R. Benine, O.T. Oyakawa, C.S. Pavanelli, N.A. Menezes, C.A.S. Lucena, M.C.S.L. Malabarba, Z.M.S. Lucena, R.E. Reis, F. Langeani, C. Moreira et al. …, 2003. Genera Incertae Sedis in Characidae. p. 106-168. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
- Marinho, M.M.F. and F.C.T. Lima, 2009. Astyanax ajuricaba: a new species from the Amazon basin in Brazil (Characiformes: Characidae). Neotrop. Ichthyol.
Publicado em Novembro/2025
