Tetra Myrmex (Hyphessobrycon myrmex)

Foto de MadShrimp obtida em https://madshrimp.com/

Taxonomia

Nome Científico: Hyphessobrycon myrmex (Pastana, Dagosta & Esguícero, 2017)

Ordem: Characiformes — Família: Acestrorhamphidae

Nome Popular: Tetra “Myrmex” — Inglês: Fire Ant Tetra

Etimologia: Hyphessobrycon vem do grego: hyphesson (“de menor estatura” ou “um pouco menor”) e bryko (“morder” ou “mordedor”). A combinação se traduz como “pequeno mordedor” ou “mordedor de menor estatura”, provavelmente uma descrição de suas características físicas e hábito mordiscador.

Myrmex: Nome da palavra grega para formiga, referindo-se ao pequeno tamanho dos espécimes adultos da espécie e também se refere à localidade tipo, o Rio Formiga em Mato Grosso.

Sinônimos: Não possui.


Distribuição

América do Sul: Endêmico do Brasil

A localidade tipo desta espécie é o Rio Formiga, município Campos de Júlio, em Mato Grosso, no alto do Rio Juruena na bacia do Rio Tapajós. O Rio Formiga é um afluente da margem direita do Rio Juína, na cabeceira do Rio Juruena, onde foi construído um reservatório hidrelétrico (PCH Divisa) em 2010.

Países: Brasil, nativo do estado de Mato Grosso

Habitat: Encontrada em locais onde a água é transparente e o fundo do rio é composto por pedras, areia e uma quantidade moderada de detritos vegetais.

A localidade-tipo, um reservatório hidrelétrico (PCH Divisa) construído em 2010 no Rio Formiga, ocupa uma área de 6,8 km². Antes da construção da barragem, este local assemelhava-se às áreas adjacentes a montante e a jusante do rio, ou seja, um trecho relativamente estreito (10–15 m de largura) e raso (profundidade máxima de aproximadamente 1,8 m em alguns locais), com águas rápidas e corredeiras.

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C


Descrição

Espécie descrita recentemente (2017) e relativamente nova no hobby. Os machos apresentam coloração bastante chamativa.

Os espécimes descritos no estudo foram coletados entre 2011 e 2015 durante expedições organizadas para produzir “ Um inventário da fauna de peixes caraciformes (Teleostei, Ostariophysi) da América do Sul ”, um Projeto Temático vinculado ao Programa de Pesquisa da FAPESP em Caracterização, Conservação, Restauro e Uso Sustentável da Biodiversidade ( BIOTA-FAPESP).

Tamanho adulto: 2.4 cm

Expectativa de vida: 5 anos +

Variedade “super red”, que nada mais é o macho com cores realçadas em época de reprodução. Foto de Rainer Traxl (c)

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 60 litros com comprimento mínimo de 60 cm e 30 cm de largura desejável.

Prefere aquário com plantas formando áreas sombreadas. Mostram-se mais coloridos e ativos quando mantidos em aquário densamente plantado. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional) como decoração.

Comportamento e Compatibilidade: É uma espécie pacífica e gregária que forma hierarquia livre, podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de tamanho diminuto. Será importante manter numeroso cardume para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.


Alimentação

O conteúdo estomacal revelou uma dieta baseada em algas filamentosas, tecido de plantas vasculares, microcrustáceos, larvas de Chironomidae e ninfas de Ephemeroptera (este último em sua maioria).

Pode ser considerada uma espécie onívora com base nos principais recursos alimentares explorados, mas pode apresentar tendência à invertivoria.

Aproximadamente 50% dos espécimes analisados ​​apresentavam isópodes parasitas (Cymothoidae) associados à língua. Os espécimes com esses parasitas exibiam mandíbula inferior em forma de saco, atrofia da língua e amolecimento dos tecidos cartilaginosos.

Em aquário aceitará prontamente alimentos vivos e secos.


Reprodução

Ovíparo. Sua reprodução em aquário é desconhecido, mas provavelmente seja semelhante a de outros tetras onde o macho conduzirá a fêmea liberar os ovos, que serão fecundados, e sua maioria irá para o fundo do substrato ou aglomerado de plantas. Pais caracídeos não exibem cuidado parental.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas mais largas principalmente na região ventral. Machos adultos apresentam corpo retilíneo e são intensamente mais coloridos.


Referências

  • Pastana, M.N.L. and F.C.P., Esguicero, A.L.H. Dagosta, 2017. A new sexually dichromatic miniature Hyphessobrycon (Teleostei: Characiformes: Characidae) from the Rio Formiga, upper Rio Juruena basin, Mato Grosso, Brazil, with a review of sexual dichromatism in Characiformes. J. Fish Biol.
  • Agência FAPESP* –By Peter Moon  |  Agência FAPESP – A new species of freshwater fish in the family Characidae, called Hyphessobrycon myrmex, seized the attention of researchers at the University of São Paulo’s Zoology Museum (MZ-USP) in Brazil because of its intriguing sexual dichromatism: adult males are a deep reddish-orange, while females and juveniles are pale yellow.

Publicado em Novembro/2025

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