
Taxonomia
Nome Científico: Benthochromis tricoti (Poll, 1948)
Ordem: Cichliformes — Família: Cichlidae
Nome Popular: Ciclídeo Tricoti — Inglês: Tricoti cichlid, Three-lined cichlid
Etimologia: Benthochromis; Grego, benthos = profundidade do mar + Grego, chromis = um peixe similar a uma perca.
Tricot em alusão a Monsieur Tricot, Diretor da Great Lakes Railroad Company (Albertville), homenageado por seu interesse e preocupação com a Missão Hidro biológica Belga ao Lago Tanganica (1946–1947), durante a qual o espécime tipo foi coletado.
Sinônimos: Haplotaxodon tricoti
Distribuição
África: Endêmico do Lago Tanganica.
Países: Burundi, Republica Democrática do Congo, Tanzânia e Zâmbia
Habitat: Ocorre em costões rochosos
pH: 7.5 a 9.0 — Dureza: 15 a 25
Temperatura: 23°C a 28°C
Descrição
Em seu ambiente natural forma cardumes de 30 a 100 espécimes próximo de 100 a 150 metros de profundidade.
Ao serem capturados não podem ser trazidos a superfície rapidamente. Com paradas intermediárias, eles precisam ser trazidos à superfície ao longo de alguns dias. Trazê-los à superfície muito rápido resulta em peixes mortos devido a descompressão.
Tamanho adulto: 16 a 20 cm
Expectativa de vida: Desconhecido

Manutenção em aquário
Aquário de pelo menos 300 litros com comprimento mínimo de 150 cm e 50 cm de largura desejável. A decoração poderá com bastante rochas empilhadas formando um paredão, mas com área aberta para nadarem.
Exige um aquário de bom tamanho dado suas exigências de ser mantido em numeroso cardume e pelo seu tamanho adulto. Deve ser mantido em maior número possível para que mostrem seu comportamento natural, os machos nestas condições tendem a mostrar mais suas cores.
Comportamento e Compatibilidade: É um ciclídeo relativamente pacífico devendo ser evitado inserir com espécies mais agitadas ou agressivas.
Alimentação
Onívoro. Naturalmente se alimenta de pequenos crustáceos e plâncton. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.
Reprodução
Ovíparo. Sua reprodução em aquário é desconhecido.
Onívoro. São incubadores bucais. Macho domina um pequeno território mostrando suas cores para chamar a atenção das fêmeas. Uma vez que ocorre o cortejo os ovos são liberados e fertilizados em sequência, onde serão imediatamente apanhados com a boca pela fêmea. Este processo será repetido inúmeras vezes e o número de ovos varia de acordo com o tamanho da fêmea. A fêmea cuidará dos ovos até que os alevinos eclodam e estejam nadando livremente pelas próximas semanas.
Dimorfismo Sexual: Machos são maiores e mais coloridos do que as fêmeas. Esta última é consideravelmente menor.
Referências
- Maréchal, C. and M. Poll, 1991. Benthochromis. p. 25-26. In J. Daget, J.-P. Gosse, G.G. Teugels and D.F.E. Thys van den Audenaerde (eds.) Check-list of the freshwater fishes of Africa (CLOFFA). ISNB, Brussels; MRAC, Tervuren; and ORSTOM, Paris. Vol. 4.
- Gonzalez-Voyer, A., S. Winberg and N. Kolm, 2009. Distinct evolutionary patterns of brain and body size during adaptive radiation. Evolution
- Takahashi, T., 2008. Description of a new cichlid fish species of the genus Benthochromis (Perciformes: Cichlidae) from Lake Tanganyika. J. Fish Biol.
Publicado em Outubro/2025
