Banjo Gambá (Xyliphius melanopterus)

Foto de Johnny Jensen (c)

Taxonomia

Nome Científico: Xyliphius melanopterus (OrcésV., 1962)

Ordem: Siluriformes — Família: Aspredinidae

Nome Popular: Banjo Gambá — Inglês: Skunk Banjo Catfish

Etimologia: Xyliphius; do grego, xylephion = significa um pequeno pedaço de madeira, em referencia a aparência do peixe.

Sinônimos: Xiliphius melanopterus


Distribuição

América do Sul: bacias do alto Amazonas e do Orinoco

Países: Brasil, Equador, Peru e Venezuela. No Brasil é encontrado nos estados do Amazonas e Rondônia.

Habitat: Ocorre em ambiente lêntico em meio a galhos e raízes ou enterrado em substrato arenoso.

pH: 6.0 a 7.0 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C


Descrição

Peixes da família Aspredinidae são conhecidos popularmente como Banjo, ou Peixe Galho, em alusão ao formato do seu corpo parecer o instrumento musical banjo, ou um pedaço de galho, no qual se camufla em meio destes em seu ambiente natural.

Tamanho adulto: Próximo de 15 cm

Expectativa de vida: Desconhecido

Detalhe de cabeça – Foto de Ben Lee (c)

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 100 litros com comprimento mínimo de 80 cm e 40 cm de largura desejável.

É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo no fundo do aquário, sendo relativamente fácil de se manter. O substrato deverá ser arenoso e macio, uma vez que tende a se enterrar em algumas situações.

A decoração poderá ser composta por troncos e raízes, além de folhas secas, fornecendo esconderijos simulando seu ambiente natural. Iluminação preferencialmente moderada.

Comportamento e Compatibilidade: espécie pacífica e de hábito sedentário que passa a maior parte de seu tempo escondido, aparecendo normalmente durante o horário crepuscular ou período noturno. Pode ser mantido com peixes pequenos ou de mesmo porte igualmente pacíficos.

Você pode mantê-lo tanto sozinho quanto em grupos, mas certifique-se de que haja esconderijos para todos eles.


Alimentação

Onívoro. Naturalmente se alimenta microfauna associado ao substrato e raízes. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.


Reprodução

Ovíparo. Normalmente a desova ocorre durante período noturno junto a substrato arenoso ou entre raízes. Geralmente ocorre em grupos, embora a proporção entre machos e fêmeas ainda não esteja clara.

Registros indicam que podem colocar mais de 4.000 ovos por noite e é uma das poucas espécies dentro da família Aspredinidae que se reproduziram em cativeiro.

A eclosão dos alevinos ocorre em cerca de três dias e pais não cuidam da progênie.

Dimorfismo Sexual: Fêmeas adultas são maiores e mais largas do que o macho, possui a região ventral mais roliça e a parte inicial da cabeça maior em comparação ao macho. Machos são menores e possuem corpo mais retilíneo.


Referências

  • Barriga, R., 1991. Peces de agua dulce del Ecuador. Revista de Informacion tecnico-cientifica, Quito, Ecuador, Politecnica, XVI
  • de Queiroz, L.J., G. Torrente-Vilara, W.M. Ohara, T.H. da S. Pires, J. Zuanon and C.R. da C. Doria, 2013. Peixes do Rio Madeira. Vol. II. Dialeto Latin American Documentary, São Paulo.
  • Friel, J.P., 2003. Aspredinidae (Banjo catfishes). p. 261-267. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Publicado em Outubro/2025

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