Peixe Aracu (Synaptolaemus latofasciatus)

Foto de Sandra Delaunay – Muséum-Aquarium de Nancy (CCBY)

Taxonomia

Nome Científico: Synaptolaemus latofasciatus (Steindachner, 1910)

Ordem: Characiformes — Família: Anostomidae

Nome Popular: Aracu

Etimologia: Synaptolaemus, deriva do grego e faz referência a uma boca com estruturas unidas, que se adaptam a uma dieta de raspagem. Latofasciatus do latim “Latus” que significa “largo” ou “amplo” e “Fasciatus” que significa “listrado”.

Sinônimos: Leporinus latofasciatus


Distribuição

América do Sul: bacia do rio Orinoco

Países: Venezuela

Habitat: Ocorre em águas límpidas de fluxo lótico

pH: 6.0 a 8.0 — Dureza: –

Temperatura: 24°C a 28°C


Descrição

Esta espécie por muito tempo foi confundido com S. cingulatus, até que Britzki et al. descobriram que a espécie descrita como Leporinus latofasciatus, por Steindachner em 1910, era idêntica a S. cingulatus. Como S. cingulatus foi descrito cerca de 40 anos depois, o princípio da prioridade se aplica e o nome mais antigo deve ser usado.

As populações individuais podem diferir um pouco na coloração – os peixes Ventuari apresentam coloração mais avermelhada nos anéis corporais, enquanto os do Xingu são mais amarelados – mas, em geral, Britski et al., não conseguiram encontrar diferenças que justificassem a descrição de novas espécies ou subespécies.

Embora a literatura indique ser uma espécie endêmica da Venezuela, há registros de sua presença no norte do Pará (Brasil).

Tamanho adulto: 10 a 12 cm

Expectativa de vida: Desconhecido

Espécime coletado em Vitória do Xingu – Foto de Gabriel Lelis Togni (CCBY)

Manutenção em aquário

Aquário de pelo menos 200 litros com comprimento mínimo de 100 cm e 40 cm de largura desejável.

A decoração do aquário é um tanto indiferente, embora um arranjo natural formado por rochas e raízes os deixará mais a vontade, sempre deixando uma grande área aberta para nadarem. Forte fluxo de água é apreciado pela espécie.

Apesar de seu tamanho diminuto, deve ser mantido em um bom espaço por ser bastante ativo.

Como qualquer peixe de ambiente lótico, é intolerante a presença de amônia na água e requer filtragem impecável para prosperar. Aquário deverá ser mantido bem tampado, costumam pular para fora do aquário.

Comportamento e Compatibilidade: De comportamento gregário, deve ser mantido em maior número possível. Principalmente por fortes e constantes disputas hierárquicas entre o cardume. Frente a outras espécies de porte similar costumam não incomodar, embora eventualmente podem mordiscar peixes de natação lenta ou de nadadeiras longas.


Alimentação

Como outros membros da família Anostomidae, sua alimentação varia com o ambiente, e pode envolver matéria vegetal a detritos encontrados no substrato


Reprodução

Ovíparo. Sabe-se que se reproduzem em época de cheia em meio a densa vegetação. Em cativeiro sua reprodução não foi reportada.

Dimorfismo Sexual: Embora exista indicações que os machos possuem corpo mais esguio e as fêmeas mais roliças em época de reprodução, seu dimorfismo sexual é pouco evidente.


Referências

  • Breder, C.M. and D.E. Rosen, 1966. Modes of reproduction in fishes. T.F.H. Publications, Neptune City, New Jersey.
  • Britski, H.A., J.L.O. Birindelli and J.C. Garavello, 2011. Synaptolaemus latofasciatus, a new combination for Leporinus latofasciatus Steindachner, 1910 and its junior synonym Synaptolaemus cingulatus Myers and Fernández-Yépez, 1950 (Characiformes: Anostomidae). Zootaxa
  • Garavello, J.C. and H.A. Britski, 2003. Anostomidae (Headstanders). p. 71-84. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • McAllister, D.E., 1990. A working list of fishes of the world. Copies available from D.E. McAllister, Canadian Museum of Nature, P.O. Box 3443, Ottawa, Ontario K1P 6P4, Canada.
  • Taphorn, D., R. Royero, A. Machado-Allison and F. Mago Leccia, 1997. Lista actualizada de los peces de agua dulce de Venezuela. p.55-100. In E. La Marca (ed.) Catálogo zoológico de Venezuela. vol. 1. Vertebrados actuales y fosiles de Venezuela. Museo de Ciencia y Tecnologia de Mérida, Venezuela.

Publicado em Outubro/2025

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