Copeína Arco Íris (Copella vilmae)

 

Espécime macho em época de reprodução onde suas cores ficam mais acentuadas. Foto de Tony Terceira (c)

 

Nome Científico: Copella vilmae (Géry, 1963)

Ordem: Characiformes — Família: Lebiasinidae

Nome popular: Copeína, Copella Arco Íris — Inglês: Rainbow copella

Distribuição: América do Sul, bacia Amazônica

Etimologia: Copella, diminutivo do nome genérico Copeina em homenagem ao paleontólogo, anatomista, herpetólogo e ictiólogo americano Edward Drinker Cope (1840–1897).

Sinônimos: –


Descrição

Esta espécie parece estar intimamente relacionada a C. compta. Ambas possuem corpos alongados e delgados, contagem de escamas, tamanho e padrões de coloração semelhantes. A nadadeira dorsal é recuada no corpo, quase sobre a nadadeira anal.

A família Lebiasinidae está incluída na ordem Characiformes por vezes é dividida nas subfamílias nominais Lebiasininae e Pyrrhulininae, embora não tenha havido uma revisão importante do agrupamento nos últimos anos.

O gênero Copella e Copeina estão estreitamente relacionado com o gênero Pyrrhulina devido aspectos morfológicos.

Tamanho adulto: 4,5 cm

Expectativa de vida: 3 a 5 anos


Distribuição e Habitat

América do Sul: Bacia do Alto Rio Amazonas.

Países: Endêmico do Brasil

Habitat: Ocorre principalmente em riachos florestais e pequenos afluentes com vegetação rasteira.

pH: 4.0 a 5.0 — Dureza: –

Temperatura: 23°C a 29°C

Espécimes vivos em aquário. (A) macho, (B) fêmea. Fotos de Tom Christoffersen sob licença CC BY.

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 60 litros com comprimento mínimo de 60 cm e 30 cm de largura desejável.

O aquário deverá possuir preferencialmente plantas altas ou de superfície. Plantas flutuantes são particularmente benéficas, pois proporcionam abrigo e simulam o habitat natural do peixe. Um substrato escuro e iluminação fraca ajudarão a realçar as cores.

Como a maioria dos peixes do gênero, é intolerante ao acúmulo de poluentes orgânicos e requer água limpa, o que significa que trocas semanais de água devem ser consideradas e nunca deve ser introduzido em um aquário biologicamente imaturo.

É uma espécie que passa a maior parte de seu tempo na superfície do aquário, devendo manter bem tampado pois possui hábito de pular para fora.

Comportamento e Compatibilidade: É uma espécie de comportamento pacífico que deve ser mantido com peixes igualmente pacíficos e de mesmo porte. De hábito gregário, como tal, deve ser mantido em maior número possível para que mostrem seu comportamento natural e sua coloração fique mais acentuada.


Alimentação

É um micro predador se alimentando naturalmente de vermes, insetos e pequenos crustáceos, especialmente pequenos insetos que caem na superfície da água. Em aquário aceitará alimentos vivos e secos sem dificuldade.


Reprodução

Ovíparo. Embora sua reprodução ainda não foi documentada, sugere que é identifica a espécies do gênero.

Possui sistema de reprodução incomum com o macho cuidando dos ovos. Durante a época de reprodução, o macho escolhe um local adequado com folhagem ou outro objeto suspenso fora da água, se exibindo tentando atrair alguma fêmea.

Quando ele atrai uma fêmea para este local, o par simultaneamente salta para fora da água e se agarra a uma folha baixa com suas nadadeiras pélvicas por até dez segundos. Neste processo, a fêmea põe um lote de seis a dez ovos que são imediatamente fertilizados pelo macho, antes que ambos os peixes caiam de volta na água. Outros lotes são colocados de maneira semelhante até que haja 100 a 200 ovos na folha e a fêmea esteja exausta.

O macho então expulsa a fêmea e permanece por perto, espirrando água repetidamente nos ovos para mantê-los úmidos. A taxa de respingos é de até cerca de 38 respingos por hora. Os ovos eclodem após cerca de 36 a 72 horas e os alevinos caem na água quando o cuidado paternal cessa.

Um casal pode depositar ovos em vários lugares ou um único macho pode desovar com várias fêmeas. Assim como acontece com outras espécies de Copella, o crescimento dos alevinos é bastante lento.

Maturidade Sexual: Próximo de 4 a 6 meses — Cuidado Parental: Ocorre.

Dimorfismo Sexual: Machos adultos são maiores, mais coloridos e possuem nadadeiras mais longas. As fêmeas tendem a ter forma do corpo mais roliça, especialmente quando estão em época de reprodução.


Referências

  • Robins, C.R., R.M. Bailey, C.E. Bond, J.R. Brooker, E.A. Lachner, R.N. Lea and W.B. Scott, 1991. World fishes important to North Americans. Exclusive of species from the continental waters of the United States and Canada. Am. Fish. Soc. Spec. Publ.
  • Weitzman, M. and S.H. Weitzman, 2003. Lebiasinidae (Pencil fishes). p. 241-251. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.

Publicado em Novembro/2025

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