Killifish, Pirá Brasília (Simpsonichthys boitonei)

 

Simpsonichthys boitonei 

Simpsonichthys boitonei “Guará M2017”

Nome Popular: Killifish, Pirá Brasília — Inglês: Lyrefin pearlfish

Ordem: Cyprinodontiformes  — Família: Rivulidae (Rivulídeos)

Distribuição: América do Sul, alto da bacia do rio Paraná

Tamanho Adulto: 3 a 4 cm

Expectativa de Vida: 2 a 3 anos

pH: 6.6 a 7.2 Dureza: –

Temperatura: 18°C a 24°C

Aquário Mínimo: 30 cm comprimento x 15 cm largura – 9 Litros

Comportamento & Compatibilidade: Ocorre dominância entre machos e entre fêmeas em ambientes menores. Pacífico, deve ser criado preferencialmente em aquário mono espécie.

Alimentação: Onívoro, em seu ambiente natural alimenta-se de vermes, crustáceos e insetos. Em cativeiro aceitará alimentos vivos sem dificuldades como Enquitréias, White Worms e Tubifex.

Reprodução: O macho conduz a fêmea até o substrato, onde se enterram e realizam a desova após compressão lateral do corpo do macho sobre a fêmea. Esse processo de desova repete-se várias vezes até que a fêmea se afaste. Diapausa (Tempo próximo/desenvolvimento) de 60 a 90 dias.

Dimorfismo Sexual: Os machos e as fêmeas são bem diferentes um do outro. As fêmeas medem cerca de dois centímetros, e têm uma ou duas pintas pretas no corpo. Suas nadadeiras são quase transparentes, os machos tem cores avermelhada e faixas espalhadas pelo corpo.

Biótopo: Vivem em lagoas rasas que se formam durante o ano, em período de chuvas.

Etimologia: —

Sinônimos: Cynolebias boitonei

Informações adicionais: A espécie foi descoberta durante a construção da capital, quando a terra vermelha revolvida com as obras ainda se destacava no verde do Cerrado do Planalto Central. O peixinho foi encontrado em brejos próximos ao riacho Fundo, um dos afluentes do lago Paranoá, no local em que hoje fica o Jardim Zoológico.

Na verdade, o pirá-Brasília vive em lagoas rasas que se formam uma vez por ano, durante o período das chuvas, e secam com a estação seca, que em Brasília é longa e acentuada. Quando as lagoas secam, os peixinhos morrem, mas deixam escondida embaixo da terra a garantia de seu retorno assim que voltar a chover.

O pirá-Brasília é endêmico do Distrito Federal. As lagoas em que vive o peixinho se formam em veredas de buritis ou em brejos próximos às matas de galeria.

Com o crescimento urbano e populacional do Distrito Federal, as matas que formam as lagoas em que vive o pirá-Brasília estão ameaçadas. O assoreamento, resultante do desmatamento e a poluição dos rios e lagoas representam a principal ameaça a essa espécie. Se as lagoas não voltam a se formar com a chegada da chuva, os ovos depositados antes da seca não vão eclodir, e o pirá-Brasília corre o risco de desaparecer.

Atualmente, o pirá-Brasília só é encontrado na Reserva Ecológica do IBGE, uma unidade de conservação inserida na zona de vida silvestre da Área de Proteção Ambiental Gama – Cabeça de Veado. (Fonte WWF Brasil)
Referências:
  • Nomura, H., 1984. Nomes científicos dos peixes e seus correspondentes nomes vulgares. In H. Nomura (ed.). Dicionário dos peixes do Brasil. Editerra, Brasília, Brasil
  • Costa, W.J.E.M., 2003. Rivulidae (South American Annual Fishes). p. 526-548. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brasil.
  • WWF Brasil: Peixe anual, Pirá Brasília

Foto e informações gentilmente cedidos por Junior Honório do grupo Killifish São Paulo.

Ficha por (Entered by): Junior Honório — Maio/2019
Colaboradores (collaboration): Edson Rechi

 

Sobre Junior Honório 8 Artigos
Aquarista desde 1990, já manteve diversas espécies de peixes em fases distintas como Guppys, Ciclídeos, Endlers, Discos, além de invertebrados Camarões Neo e Caridinas e aquário plantado low/high tech. Atualmente estuda e mantem inúmeras espécies de Killifish.

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