Tubarão cabeça-chata é fisgado nas águas do rio Tapajós em Santarém

Espécie habita geralmente águas salgadas, mas pode viver em água doce. Pescador disse que saiu para pescar dourada e voltou pra casa com tubarão.

Um tubarão da espécie cabeça-chata (Carcharhinus leucas) foi capturado na manhã desta terça-feira (29) nas águas do rio Tapajós, na Enseada Grande, região perto da comunidade Pinduri, no município de Santarém, no oeste do Pará. A espécie habita geralmente águas salgadas, mas tem capacidade de se adaptar e viver em água doce.

ubarõ mede 1,55 metros de comprimento e 65 centímetros de diâmetro (Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós)
Tubarão mede 1,55 metros de comprimento e 65 centímetros de diâmetro (Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós)

O animal que mede 1,55 metros de comprimento e 65 centímetros de diâmetro foi capturado pelo pescador Glicério Viana, de 56 anos. Segundo ele, o tubarão apareceu morto na rede de pesca junto com outros peixes. “Eu saí de casa para pescar uma dourada e acabei pescando um tubarão. Nesses 40 anos de vida trabalhando como pescador eu nunca tinha visto um. Até tirei foto para comprovar e não dizerem que era história de pescador”, contou impressionado com o ocorrido.

Após a pesca, ele levou o peixe para casa. A história chamou atenção e atraiu vizinhos e curiosos.

Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós
Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós

O biólogo da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), André Canto destacou qual a hipótese mais provável para o aparecimento do tubarão no rio Tapajós. “É bastante provável que o animal tenha vindo acompanhando navios, pois eles despejam na água matérias orgânicas e dejetos e o tubarão se alimenta desse material. Eles se adaptam bem em águas mais doces”, ressaltou.

O animal será encaminhado para a coleção de peixes da Universidade e ficará disponível para pesquisas científicas, aulas práticas e feiras de ciências.

Fonte: G1 Globo.com

Publicado em 08/12/2016

Sobre Edson Rechi 527 Artigos
Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*