Barbo Africano Listrado (Barbus fasciolatus)

Barbus-fasciolatus

Barbus fasciolatus (Günther, 1868)

Nome Popular: Barbo Africano Listrado — Inglês: African Banded Barb

Família: Cyprinidae (Ciprinídeos)

Origem: África, nativo na área central da África Austral, superior e médio do rio Zambeze e Rio Luongo na bacia do rio Congo.

Tamanho Adulto: 6 cm (comum: 4 cm)

Expectativa de Vida: 5 anos +

Temperamento: Pacífico, comunitário

Aquário Mínimo: 80 cm X 30 cm X 40 cm (96L)

Temperatura: 20°C a 28°C

pH: 5.0 a 6.6 – Dureza: 5 a 12

Visão Geral

Espécie encontrada em águas lentas e bem oxigenada com forte presença de plantas em canais de rios e lagoas de várzeas permanentes. Realiza migração para áreas inundadas durante estação chuvosa. Boa parte desta água é escura com ácidos e outros liberados pela decomposição de matéria orgânica.

Aquário & Comportamento

Deve-se manter o Barbo Africano Listrado preferencialmente em aquário densamente plantado e substrato macio e arenoso. Fluxo da água lento é apreciado pela espécie, assim como a presença de plantas altas e raízes. Normalmente são pacíficos e devem ser mantidos em pelo menos 8 indivíduos ou mais, uma vez que desenvolvem nítida hierarquia entre os machos.

Reprodução & Dimorfismo Sexual

Barbo Africano Listrado é ovíparo, fêmea desova entre vegetação depositando centenas de ovos. Larvas eclodem em menos de 48 horas e nadam livremente em até cinco dias. Pais não cuidam da progênie.

O dimorfismo sexual da espécie é bem evidente, machos apresentam coloração mais intensa especialmente em condição de endogamia, além do corpo ser retilíneo. Fêmeas são ligeiramente maiores e possuem forma mais roliça na região abdominal.

Alimentação

É onívoro se alimentado de pequenos invertebrados aquáticos, micro-organismos e algas em seu ambiente natural. No aquário aceitará prontamente alimentos secos, vivos e congelados. Deve-se fornecer matéria vegetal regularmente.

Referências

  1. Romero, P., 2002. An etymological dictionary of taxonomy. Madrid, unpublished.
  2. Baensch, H.A. and R. Riehl, 1985. Aquarien atlas. Band 2. Mergus, Verlag für Natur-und Heimtierkunde GmbH, Melle, Germany. 1216 p.
  3. Bell-Cross, G. and J.L. Minshull, 1988. The fishes of Zimbabwe. National Museums and Monuments of Zimbabwe, Harare, Zimbabwe. 294 p.
  4. Skelton, P.H., 1993. A complete guide to the freshwater fishes of southern Africa. Southern Book Publishers. 388 p.

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Outubro/2015

Colaboradores (collaboration): –

 

Sobre Edson Rechi 644 Artigos

Aquarista em duas fases distintas, a primeira quando criança e tentava manter peixes ornamentais sem muito sucesso. Após um longo período sem aquários, voltou no aquarismo em 2004, desde então já manteve diversos tipos de aquários como plantado, peixes jumbo, ciclídeos africanos, água salobra, amazônico comunitário e marinho. Atualmente curte e mantém peixes primitivos e ciclídeos neotropicais, suas grandes paixões.

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