Barrigudinho, Guaru (Fluviphylax obscurus)

Foto de Frans Vermeulen (c) obtido em https://www.itrainsfishes.net/

Nome Científico: Fluviphylax obscurus (Costa, 1996)

Ordem: Cyprinodontiformes — Família: Fluviphylacidae

Nome popular: Barrigudinho, Guaru

Distribuição: América do Sul, Bacia do Alto Rio Negro.

Etimologia: Fluviphylax vem do latim fluvius (rio) + grego phylax, -akos (guardião ou protetor). Significa, portanto, “guardião do rio” ou “aquele que guarda o rio”.

Obscurus, vem do latim, significando “obscuro”, “escuro” ou “invisível”, referindo-se provavelmente à sua coloração ou ao seu pequeno tamanho.

Status de Conservação (IUCN Red List): Pouco Preocupante (2026)


Descrição

O gênero é conhecido por incluir algumas das menores espécies de peixes de água doce da América do Sul, encontrados comumente em rios de água preta, conhecidos popularmente como Guaru ou Barrigudinho.

Fluviphylax obscurus ocorre de forma simpátrica (na mesma área) com outras espécies do gênero, como Fluviphylax wallacei no baixo rio Urubaxi.

São parentes próximos dos Killifishes pertencendo a mesma ordem.

  • Tamanho Adulto: 1,7 cm
  • Expectativa de Vida: 1 a 2 anos em seu ambiente natural.

Distribuição e Habitat

América do Sul: Bacia do Alto Rio Negro.

Países: Endêmico do Brasil

Habitat: Estudos indicam sua ocorrência em áreas de pântano (como o Rio Urubaxi) e lagos de ilhas (como Buiú-Açu).

  • pH: 5.5 a 6.5
  • Dureza: Mole
  • Temperatura: 24°C a 28°C

Criação em Aquário

Aquário de pelo menos 40 litros com comprimento mínimo de 40 cm e 30 cm de largura desejável.

Possui bastante sensibilidade a mudanças nos parâmetros da água. O aquário deverá possuir preferencialmente plantas como musgo e flutuantes, serapilheira (folhas secas de amendoeira ou carvalho). As folhas liberam taninos que ajudam a manter o pH baixo e oferecem micro-organismos que servem de alimento complementar.

Comportamento e Compatibilidade: Extremamente pacífico, seu comportamento lembra os dos poecilídeos, o qual o macho constantemente fica se mostrando e nadando atrás de fêmeas para se acasalar. Devido seu tamanho diminuto, o ideal é mantê-los em aquário mono espécie ou com outras espécies minúsculas e pacíficas, como camarões Neocaridina ou pequenos caracídeos de fundo.

  • Área de Natação: Meio / Superfície
  • Quantidade mínima: Grupo
  • Nível de dificuldade: Fácil

Alimentação

Alimenta-se de microalgas autóctones e detritos em um pântano (Urubaxi, Brasil) e de invertebrados alóctones e detritos em um lago insular (Buiú-Açu, Brasil).


Reprodução

Ovíparo. Na natureza, eles desovam entre raízes e plantas finas. No aquário, use Musgo de Java ou um “mop de desova” (feixe de fios de lã acrílica flutuante).

Eles depositam poucos ovos por dia (desova parcelada). Use a proporção de um macho para duas a três fêmeas. Os ovos são adesivos e ficam presos ao musgo ou ao mop.

Dependendo da temperatura, os ovos levam de 10 a 14 dias para eclodir.

  • Maturidade Sexual: Próximo de 4 meses +
  • Cuidado Parental: Não ocorre

Dimorfismo Sexual: Machos são mais coloridos e ligeiramente menores e mais magros que as fêmeas, que possuem o ventre mais roliço, especialmente quando carregadas de ovos.


Referências

Bragança, P.H.N., 2018. Fluviphylax gouldingi and F. wallacei, two new miniature killifishes from the middle and upper Rio Negro drainage, Brazilian Amazon (Teleostei, Cyprinodontiformes, Cyprinodontoidei). Spixiana (München) 41(1):133-146. [German translation appeared in DKG-Journal

Costa, W.J.E.M., 1996. Relationships, monophyly and three new species of the neotropical miniature poeciliid genus Fluviphylax (Cyprinodontiformes: Cyprinodontoidei). Ichthyol. Explor. Freshwat.

Lazara, K.J., 2001. The killifishes, an annotated checklist, synonymy, and bibliography of recent cyprinodontiform fishes. The Killifish Master Index, 4th Edition. The American Killifish Association, Cincinnati, Ohio, i-xviii, 1-624, appendices A-C.

Lucinda, P.H.F., 2003. Poeciliidae (Livebearers). p. 555-581. In R.E. Reis, S.O. Kullander and C.J. Ferraris, Jr. (eds.) Checklist of the Freshwater Fishes of South and Central America. Porto Alegre: EDIPUCRS, Brazil.

Publicado em Maio/2026

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EdsonRechi

Aquarista desde criança quando tentava manter peixes sem sucesso. Após um longo período sem aquários, voltei para o aquarismo em 2004 por influência de minha esposa. Desde então, já mantive diversos tipos de aquários e peixes. Articulista, além de organizar e palestrar em eventos ligados ao hobby nos últimos anos. Atualmente se dedica ao site o qual pretende tornar a maior referência de peixes ornamentais em língua portuguesa.

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